Estava bem montado o Cartel da Pimel 2017, cavaleiros que são do agrado do público em geral, com variedade de estilos e maturidade, uma ganadaria sólida de comportamento e com interesse e dois Grupos de forcados com pergaminhos. Mas o público respondeu com a habitual meia casita de Alcácer do Sal, numa noite agradável, convidativa e em final de semana…

No minuto de silêncio durante as cortesias lembrou-se com justiça, Mestre David Ribeiro Telles, José Maria Cortes, Iván Fandiño e o nosso colega Pedro Cardoso.

O curro de Pinto Barreiros saiu com apresentação correcta. De comportamento foi interessante no global, teve mobilidade e quis lutar. Houve toiros que pediam lides mais ligadas e de domínio, que poderiam trazê-los “para cima”, sobretudo se lhes dessem mais vantagens nas investidas. Destaque maior pela positiva ao quarto e pela negativa ao último. Confirmou a expectativa que tínhamos.

Destacou-se António Telles, claramente mais experiente e com recursos que advêm de tal estatuto, soube entender o lote e alcançou duas actuações correctas, pautadas por bons momentos de lide, domínio e condução dos oponentes. Mais próximo das bancadas no segundo, em lide mais vistosa e bonita, com alguma pintureria. Gostámos mais da inteligente, e de ofício que deu ao primeiro. Dominou alguma tendência para se tapar que tinha o oponente, contrariou-o e deixou-o sempre no terreno que mais lhe convinha. Sempre a encher-lhe a cara de cavalo nas bregas. Cravou com correcção e sentiu-se que saiu satisfeito. Foi o triunfador.

Filipe Gonçalves pautou-se com actuações irregulares, alternou bons momentos de brega e ferros com chama, com execuções mais aliviadas e de alguma forma inesperada. Um lote menos cómodo mas que tinha que tourear e a espaços aconteceu, melhor no final da lide do seu segundo, onde assinou os seus mais conseguidos momentos. Ficam esses momentos e a vontade de corresponder evidenciadas pelo Algarvio.

O lote mais difícil tocou ao mais “verde”, Luis Rouxinol Jr. Nunca virou cara à missão, sofreu violento encontrão no seu primeiro e veio para cima animicamente, mas sem redondear. No seu segundo as coisas também não correram de feição, o manso tinha sentido e ajudava pouco, no entanto o Douro foi a salvação para compor, já no final, lide com algum brilho e deixar também ele, mesmo que a espaços, constância da raça e entrega perante a adversidade. O caminho faz-se assim!

Nas pegas uma noite vistosa. Os Pinto Barreiros, foram nobres para os forcados, saíram quando mandados, foram pelo seu caminho e empregaram-se nas viagens sem bater em demasia. Pediam as coisas bem-feitas em toda a linha. Ambos os Grupos conseguiram, no global, fazê-lo.  Quando tal não aconteceu, houve que ir lá mais vezes!

Por Montemor, Bernardo Dentinho (3ª), António Calça e Pina e António Cecílio (ambos à 1ª).

Por Évora, Manuel Rovisco (1ª), Ricardo Sousa (3ª) e Miguel Direito (1ª).

Direcção acertada e diligente de Agostinho Borges, embolação e ferragem de Bruno Lopes.

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