Terceiro espetáculo taurino da Feira de São João "Sanjoaninas" na ilha Terceira com uma corrida de gala à antiga Portuguesa; também nas antigamente chamadas de "corridas de aparato". Previamente ao espetáculo aconteceu pelas principais artérias um cortejo com os intervenientes visto e seguido por milhares de pessoas num ambiente verdadeiramente impressionante.

Abriu a noite o cavaleiro local Tiago Pamplona que viu o seu primeiro que pertencia à ganadaria de Francisco Sousa ser devolvido depois de lhe ter cravado apenas dois ferros compridos. Manuel Telles Bastos teve também pela frente um toiro de Francisco Sousa, este sim que cumpriu os mínimos e permitiu ao jovem cavaleiro da Torrinha momentos de bom toureio com ferros de boa nota.

Miguel Moura teve pela frente no seu primeiro um toiro de João Gaspar; agradou o cavaleiro de Monforte principalmente na forma como preparou as sortes com a brega que bem caracteriza a casa Moura, sem toiro para mostrar todo o seu toureio; insistiu Miguel em cravar um último ferro de palmo que com o toiro a fechar-se em tábuas teve que ser cravado a sesgo.

Tiago Pamplona teve no seu segundo um toiro da ganadaria de João Gaspar que foi o mais pesado da corrida com quinhentos e quinze quilos; o mais velho dos irmãos Pamplona apesar de estar pouco "placeado" mostrou maneiras e baseou a sua lide citando de largo e entrando pelo toiro cravando nos médios; uma boa atuação de Pamplona bastante aplaudida pelo publico que quase preenchia a totalidade das bancadas da monumental Terceirense.

Tardou em se fixar o segundo de Manuel Telles Bastos e que pertencia à ganadaria de João Gaspar; uma lide regular de Telles Bastos a um toiro que poucas condições apresentou para que o jovem cavaleiro pudesse interpretar o seu toureio.

O último da noite pertencia à ganadaria de Francisco Sousa; e pese embora o esforço, a vontade e o profissionalismo do jovem cavaleiro Miguel Moura pouco pôde fazer perante as parcas condições do oponente que tinha pela frente.

Dois grupos de forcados locais em praça; Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Forcados Amadores do Ramo Grande para uma noite de competição e arrojo que levou forte emoção às bancadas.

A corrida foi dirigida com máxima exigência pelo Ex.mo  Director Sr Rogério Ávila ; onde apenas lhe pomos nós um pequeno reparo: O palco onde se encontrava, não ostentava a bandeira de Portugal como sempre estamos habituados a ver nas corridas do continente. 

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