Muita coisa poderia ser escrita mas irei resumir tudo a :houve touros, houve emoção e o público marcou presença, na corrida de touros realizada na praça de Monforte, no passado dia 13 de Agosto, ontem.

O Grupo de Forcados Amadores de Monforte poderia ter voltado a apostar num conjunto de artistas e ganadarias da terra, que dava perfeitamente para montar uma corrida de touros, mas decidiu apostar num imponente curro de touros de Fernandes de Castro, uma das mais duras do panorama nacional, e o resultado foi casa a registar os ¾ da lotação preenchida e se a organização tem mostrado as fotografias dos touros com antecedência, penso que a praça teria mesmo lotação esgotada.

É um sinal evidente que o público dá cada vez mais importância ao touro e à emoção que este transmite (ou não).

Antes do espetáculo iniciar alguém me comentava “vamos ter touros, mas vamos ver se temos toureiros…”, pois agora após corrida posso dizer que houve toureiros e valentes toureiros que souberam dar a volta a touros que pediam contas.

Tito Semedo mostrou uma vez mais que quando entra em praça tenta fazer as coisas bem, e foi o que aconteceu em Monforte. Tito aproveitou o touro que tinha pela frente e deixou bons ferros em sortes frontais.

Francisco Cortes, também esteve em bom plano, pois teve pela frente um touro que permitiu ao cavaleiro de Estremoz realizar uma boa lide. Devo salientar que Cortes está completamente diferente, comparativamente a um passado recente, agora com mais calma e mais acerto.

Gilberto Filipe andou correto, realizando uma lide regular e que agradou ao público presente, diante de um touro que complicou um pouco o labor do cavaleiro.

Tiago Carreiras teve pela frente um touro que competia em altura com alguns dos seus cavalos, mas o cavaleiro da Casa Branca não se intimidou e realizou uma boa lide, pisando terrenos de compromisso e deixando bons ferros.

Francisco Núncio, andou desembaraçado mas sentiu algumas dificuldades com as suas montadas que consentiram alguns toques, perante um touro que também pedia contas. Mas ainda assim deixou bons pormenores de toureio.

António Prates enfrentou talvez o touro mais imponente da noite e não se intimidou, aliás mostrou serenidade e concentração. Mostrou sentido de lide e ganas de fazer tudo bem. Deixou bons ferros e fez soar fortes ovações.

No capítulo das pegas a noite foi algo complicada e dura, pois os touros custavam a arrancar para o forcado e quando arrancavam era com uma velocidade impressionante. Pelos Amadores de Arronches pegaram Manuel Cardoso, à primeira e Luís Marques à primeira. Pelos de Monforte foram caras Dinis Pacheco à terceira e João Diogo pereira, que à sua segunda tentativa saiu lesionado e foi dobrado por Ricardo Gonzalez que concretizou à sua primeira. Já pelos Amadores de Redondo pegou André Ramalho, à primeira e Carlos Cabral, que à sua segunda foi dobrado por Hugo Figueira que consumou à sua segunda.

Os touros de Fernandes de Castro saíram com uma apresentação irrepreensível e a transmitir, dando assim emoção e é isso que se pede, pelo que ao quarto touro o ganadero deu volta à arena.

O espetáculo foi dirigido por Agostinho Borges, assessorado pelo médico-veterinário José Guerra.

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