"A tauromaquia também é uma vertente cultural", diz Presidente da Câmara de Velas (Açores)

Numa parceria editorial os sites Infocul e Toureio.pt levaram a cabo uma série de entrevistas todos os municípios que integram a Secção de Municípios com Actividade Taurina, através dos respectivos presidentes de Câmara.

O objectivo desta iniciativa, mais do que basear ideias em suposições, foi dar palavra ao máximo representante de cada município sobre a questão tauromáquica e também sobre as restantes vertentes culturais identitárias de cada município e a importância da cultura para o desenvolvimento local.

O Presidente da Câmara Municipal de Velas, Luís Silveira, disponibilizou-se para responder às questões por nós colocadas relativamente à questão tauromáquica e cultural no município.

O autarca começou por nos indicar que o município que lidera integra a Secção de Municípios com Actividade Taurina, “sendo importante a vertente cultural direcionada e integrada em décadas de tradição”, quanto à tauromaquia.

Disse receber pressões dos movimentos anti taurinos “via email”, e afirmando que o orçamento que é destinado à promoção da tauromaquia se cifra em 7500€ anuais. Acrescentou ainda que “a tauromaquia  visa a tradição e cultura popular através da Tourada à Corda”, destacando ainda, em termos culturais de Velas, as “Festas do Espírito Santo”.

A vertente Cultural tem um foco importante na cultura do município, nomeadamente, através da Casa Museu Cunha da Silveira, Auditório Municipal de Velas, Agenda Cultural e apoio a Instituições do Concelho num total de, sensivelmente, 500 mil euros”, acrescentou.

Disse encarar “com respeito” as manifestações para acabar com a tauromaquia, “mas não abdicando do entendimento que a tauromaquia também é uma vertente cultural”, e apelando que esta questão entre taurinos e anti taurinos deve ser gerida através “do mútuo respeito”.

Na entrevista disse ainda “Não é espectável”, quando questionado se com a descentralização e as transferências de competências para os Municípios, havia possibilidade de serem os municípios a tutelar toda a área cultural, inclusive o espectáculo tauromáquico.

Com empenho, dedicação e esforço, sim, vão tendo. Sendo do entendimento que a Cultura não pode ser o parente pobre da Governação e um Concelho sem Cultura é um Concelho pobre e sem vida”, esclareceu quando questionado se os municípios tinham meios para tutelar as várias áreas culturais.

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