“Há touros maus e touros bons, agora é apenas para saber que os touros maus também têm lide”, diz Rafael Vilhais (c/som)

O Toureio.pt marcou presença na corrida de touros realizada este domingo em Salvaterra de Magos e aproveitou a ocasião para entrevistar o empresário Rafael Vilhais.

Depois de no sábado ter tido um espectáculo em Moura, este domingo foi em Salvaterra. Dois espectáculos que resultaram bem em termos de público e que na opinião do empresário, “ontem em Moura é uma casa que já não via há muito tempo, com um ambiente extraordinário, que era algo que há muito tempo já não se via. Havia ali também um factor importante que foi a homenagem ao Dr. Alberto Fernandes. Foi muito agradável para Moura e Deus queira que se mantenha assim. Deus queira que aquilo se recupere com os cartéis que virão agora por diante”, antes de abordar os próximos carteis de Moura, “foram ontem anunciados.  Dia 15 de Julho, o Vítor Ribeiro, o Luís Rouxinol e o Francisco Palha, que acabou de ter aqui uma grande actuação, com touros de Veiga Teixeira e os forcados de Alcochete e o Real Clube Moura. Em Setembro são dois aniversários de alternativasa comemoração dos 40 anos de alternativa de João Moura e os 20 anos de alternativa de Diego Ventura, com o João Moura Jr no cartel também, os forcados ainda não estão designados os touros e pegam a solo, é o aniversário deles, o Real Grupo Forcados Amadores de Moura”, considerando a temporada na praça alentejana como “bastante apelativa” até porque “acho que estão reunidas as condições para as pessoas irem aos touros”.

Sobre a corrida de Salvaterra de Magos, referiu que “resultou em pleno”, destacando a forte presença de público em que apenas faltou vender cerca de “cento e tal” bilhetes, devido a reservas não levantadas.

A próxima corrida nesta praça será a “27 de Julho em que toureia a Ana Batista, que é a toureira de Salvaterra, Diego Ventura e João Ribeiro Telles, touros de Canas Vigourox e pegam Montemor e Alcochete”.

Quando questionado se além dos artistas, estava também a apostar forte no touro, Rafael Vilhais disse que “acho que o touro é que leva muita gente à praça e eu sei que há pouco não era um touro fácil, era um touro encastadissimo de Canas Vigouroux, mas em que o público sentiu que não é fácil fazer qualquer coisa a um touro daqueles”, destacando por isso que o que actualmente leva as pessoas às praças são os touros e “as datas tradicionais”. Até porque “sem touros não há espectáculo e isso é a base fundamental do espectáculo. Que há touros maus e touros bons, toda a vida os houve, agora é apenas para saber que os touros maus também têm lide. E aí, quando um toureiro consegue impor-se a um touro que tem as suas dificuldades é isso que é brilhante”.

O empresário abordou ainda a Feira da Moita, em Maio, onde há uma forte aposta nos touros, e um cartel de seis cavaleiros, ao contrário do ano transacto. “No ano passado montei um cartel com o Diego Ventura e o Roca Rey, numa corrida mista, e a verdade é que se perdeu muito dinheiro porque as coisas não resultaram, o público da Moita não meteu a cabeça, aquilo não encheu como eu pensava, e assim é uma forma de dar oportunidade aos novos. Vou apostar no touro e nos dois grupos que não têm pegado juntos há muitos anos, e há sempre aquela rivalidade dos dois grupos da Moita, amadores e Aposento, e agora aí têm uma corrida muito bonita, gorda, de Veiga Teixeira, que já sabemos que não é fácil. Portanto espero que corra tudo bem”.

Para  Feira de Setembro na Moita, não quis adiantar nomes, embora tenha confirmado que há uma corrida quase rematada.

 

 

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