Ora cá estou para mais um artigo parece que ainda não foi desta que me conseguiram calar. Esta semana será um artigo bem mais pequeno, visto que foi a Páscoa, e não há assim muito a comentar.

O tema em questão será o indispensável nas praças de touros que decresceu, o público, e o seu decréscimo na temporada de 2016.

Foram divulgados, ao fim de cinco meses, os dados da temporada transata. E para não apelidado de “mentiroso” mas com razão, fui verificar e fazer as contas, e pelo que consegui ver houve um decréscimo de mais ou menos 30.000 espectadores nas praças.

E dá que pensar o porquê de ser menos 30.000 espectadores, será que foi só pelo facto de ter havido menos 15 espetáculos? A mim não me parece que tenha sido apenas disso, apesar de ajudar um pouco. O poder económico até aumentou ligeiramente em relação a 2015.

Pois a mim o que pareceu quanto ao decréscimo de público nas bancadas foi a diminuição da qualidade dos cartéis nas principais e maiores praças do país.

O Campo Pequeno o ano passado não teve as lotações que por exemplo apresentou em 2015, porque houve cartéis muito pouco atrativos que não levaram a médias de 5000 pessoas.

Falo também de outra grande praça no país, Santarém, onde no 10 de junho costumava ser “ao barrote”, e na época transata nem na do 10 de junho nem em outras. Isto tem também um pouco a ver com a pouca qualidade de cartéis apresentados lá, que em pleno Ribatejo afastou as pessoas da praça.

Também podia falar em outra praça importantíssima (Moita), ou em praças de relevo médio na Tauromaquia, que estiveram muitas vezes em alguns casos” Às moscas” (não preciso de ir muito longe, na praça da minha terra aconteceu nas duas da época transata). Mas não vale a pena alongar-me.

A meu ver encontro algumas explicações para isso, por exemplo houve muitas corridas com cartéis de 6 cavaleiros e alguns com três grupos de forcados. Não tenho nada contra, apesar de achar cartéis de recurso e apenas para apresentar cartel (dai a maior parte dos festivais terem 6 cavaleiros é apenas para mostrar), mas pode-se conseguir cartéis de seis cavaleiros atrativos. Mas se perguntarem a quem paga bilhete, os aficionados que fazem quilómetros, se preferem cartéis com 3 ou 6 cavaleiros (excluindo aqui os Mano-a-mano), o “Pinóquio” diz-me que a larga maioria responde de 3 cavaleiros quase de certeza. (Mas deixo aqui um desafio/ sugestão ao Hugo Calado a fazer um inquérito no site com esta questão para os aficionados que lerem o artigo e não só lá irem votar, veremos se é aceite ou não).

Outro motivo que para mim afasta e afastou muito público é a repetição de cartéis com ganadaria e tudo, em praças relativamente próximas, ou em praças do mesmo empresário. Isto a meu ver afasta o público, porque quem foi a uma e os touros tenham sido “nhoc-nhoc”, e as atuações dos intervenientes não tenha agradado é claro que se pensa duas vezes em ir a outra com os mesmos intervenientes. Eu sei que não há nenhuma corrida igual, mas quem paga e faz sacrifícios para ir a corridas de toiros pensa e acaba por não ir, e guardar o dinheiro para outra que o cative mais, e isto pensam muitas das 30.000 pessoas a menos que foram às praças.

Para mim outra razão para um decréscimo de público, tem a ver com o que eu apelido de “birras empresariais”, ou seja, alguns empresários que estão supostamente chateados com outro, e detém o apoderamento de algum cavaleiro que o outro com quem estão chateados queira contratar, esse cavaleiro é vetado nessa(s) praça(s), e o cartel acaba por ficar mais fraco. Isto é um problema que devia tentar ser resolvido em prol da tauromaquia, e do aumento de público nas praças a partir desta temporada, que pelo começo tem tudo para serem feitas as pazes.

Deixo aqui um apelo a quem monta os cartéis, para que já que se mantém o preço dos bilhetes que apostem forte nas praças que detém, seja ela de 2ª/ 3ª categoria ou mesmo desmontável, apostem em grandes atrativos, grandes cartéis, curros de toiros a sério, porque garantidamente que os aficionados não deixarão as praças às moscas se vocês quiserem mesmo apostar forte e na verdadeira emoção da tauromaquia.

E é esta a minha opinião, a minha interpretação, o meu ponto de vista no decréscimo do público. Sou isento, aficionado pagante, e a “critica” que possa fazer é sempre construtiva, como podem ler nos outros quatro artigos, sempre através do meu ponto vista que as coisas melhorem e inovem, e que as pessoas que pagam saiam de lá com vontade de mais, e não com vontade de na próxima ficar em casa.

Bem passamos então a um espaço que pelo que tenho vindo a receber tem vindo a fazer sucesso e ter boa aceitação, que é a nossa Faena Musical, sendo ela a seguinte:

 

 

LA CAMPANERA – Genaro Monreal Lacosta

É mais um pasodoble transcrito de uma canção popular. É alegre, serve perfeitamente para dançar, visto que é uma adaptação de uma canção popular. É um pasodoble espanhol, é relativamente tocado nas nossas praças, pelas nossas bandas, não tanto como merece. Convido a quem não conhece a ir ouvir tanto o pasodoble como ao que o originou, a canção popular, muito conhecida em Espanha. O seu autor é espanhol também.

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