Esta semana será um artigo mais curto, que não será sobre nenhuma corrida, nem touros, nem nada disso. Venho fazer uma pequena homenagem (isenta e sentida) a um Senhor da tauromaquia (dentro e fora das praças),um cavaleiro tauromáquico que para mim nos últimos anos é o número um em Portugal, em tudo tanto em número de corridas, como em qualidade como em troféus.

Não será para dar graxa a ninguém, nem para ter convites, ou coisas desse género, aliás o próprio se calhar nem irá ler, nem lhe farão chegar este artigo, por isso não ganharia nada em estar a fazê-lo por graxa. Simplesmente achei por bem fazer um artigo dedicado ao referido cavaleiro tauromáquico, é mais do que merecido.

Para os mais atentos já sabem de quem se trata o cavaleiro que falo, para os menos atentos ainda lá não chegaram.

Falo de Luís Rouxinol, que esta temporada comemora 30 anos de alternativa. Pois é, cumprir três décadas da tomada da alternativa no ativo hoje em dia não é difícil, basta ter-se algum dinheiro e as pessoas certas nos lugares certos e vai-se fazendo uma corrida ou outra por temporada e cumpre-se os 30 anos de alternativa. Mas Luís Rouxinol não comemora estes trinta anos a fazer uma corrida por outra, ou por vir de famílias com dinheiro e com influência no meio, nada disso. Chegou até aqui, e sempre lá em cima, mas subiu a pulso, teve que trabalhar muito para ser quem é; teve que perder muitas horas com os cavalos para fazerem o que fazem dentro da praça.

Falamos do cavaleiro tauromáquico (sem querer errar) que nas últimas 4 temporadas mais corridas realizou, ou pelo menos fica no TOP 3. Ao longo das três décadas de alternativa, andar sempre lá em cima, com épocas regulares, e a tourear em maior parte das corridas, a estar nas mais importantes corridas e praças não é para todos.

Mas estar lá em cima, não se consegue apenas toureando nas principais praças e estando nas principais corridas, pois não. E Luís Rouxinol não é como alguns que só aceita ir a praças fixas, ou estar nas principais praças, Rouxinol consegue estar lá em cima e ter 30 anos de alternativa ao mais alto nível porque vai ás praças desmontáveis, ás praças de 2ª categoria como a mesma atitude e vontade que vai ás principais do país; não veta ganadarias em lado nenhum (possivelmente terá preferências como toda a gente), mas não veta nenhuma porque já o vi tourear praticamente as ganadarias todas. E só com isto tudo acumulado, é possível estar-se no topo, ganhar-se mais que os outros e levar pessoas ás praças.

O cavaleiro de ferros em locais muito difíceis, onde nunca vira a cara a luta, e em minha opinião para este cavaleiro não há impossíveis, não há touros impossíveis de lidar. Quando alguém vai a uma corrida onde este senhor esteja nunca sai desiludido com ele, pode brilhar mais ou menos, dependendo dos touros que lhe cabem em sorte, mas ele tira o máximo que consegue dos touros, deixa tudo em praça para que mais que o próprio o público saia contente. E que mais pode querer alguém que paga bilhete, do que ver alguém dar o máximo naquilo que está a fazer?

Para outros é também “o papa troféus”; porque quando os há em disputa 90% das vezes são ganho por ele. Isto acontece porquê? Pois, porque quando está lá dentro é a sério, e está ali para ganhar; e acredito que quando não os ganha fique “chateado” com ele próprio, quem gosta de perder não é?...

Este senhor que está a comemorar 30 anos da tomada da alternativa, apresenta-se sempre com excelentes montadas, cavalos que ficaram e ficam na memória dos aficionados que o tem visto espalhar magia nas arenas portuguesas. Quem não se lembra dos êxitos do “velhinho craque” Mustang; quem não se lembra do “Douro”, cavalo já premiado recentemente e que o faz ainda continuar a ter grande sucesso. “Ulisses” nome de guerreiro, outro grande craque na quadra de Rouxinol. Pois, quando se quer bom tem se ter os melhores, e o Sr. Luís tem tido grandes montadas com ele, tem tido os seus grandes companheiros ao mais alto nível, e sem eles não seria o que é hoje. O carinho que ele dá ás montadas, após uma atuação ainda dentro da praça, revela que os heróis de Rouxinol são eles, os seus cavalos.

E como não podia deixar de ser, Luís Rouxinol para o ano de 2017 tem grandes desafios, emoções, e antevê-se uma temporada de grande sucesso e inesquecível (mais uma, mas esta especial), porque é uma época de sucesso nos seus 30 anos de alternativa.

Mas grandes desafios como assim? Pois, começa já no próximo dia 11 em Reguengos (com o mesmo cartel do dia da alternativa á 30 anos atrás), e não se comemora com “tourinhos”, é com touros Murteira Grave, daí ser um grande desafio porque para além de ser o homenageado terá dois grandes touros para lidar, pressão extra.

Mais dois grandes desafios, na feira de Santarém dia 17 de Junho, e outro ai sim pressão em alta com a corrida de dia 1 de Julho no Montijo onde lidará seis ganadarias distintas (cá esta o que eu disse não tem problemas em lidar qualquer ganadaria), numa corrida onde “jogará em casa”, e estará sozinho em praça. Querem maiores desafios que estes? Pois, nem todos os aceitam.

Para ser uma temporada memorável não só por comemorar os 30 anos de alternativa, terá que haver emoção, e Luís Rouxinol irá ter essa emoção também, quando em Julho apadrinhar na Catedral do Toureio a cavalo a alternativa do seu filho (Rouxinol Jr.).

Foi a minha pequena homenagem a uma pessoa que admiro, e que se entrega muito no que faz, e vale sempre o dinheiro do bilhete a cada corrida que participa. Para Luís Rouxinol (mesmo sabendo que ele não irá ler), deixo os Meus Parabéns pelos 30 anos de Alternativa e um muito obrigado pelas grandes corridas que me proporcionou e me irá proporcionar por estes longos anos.

Para esta semana fazia todo o sentido apresentar aqui o pasodoble feito para Luís Rouxinol, mas para além de ainda não ter ouvido, ainda foi estreado nem sei quem é o seu autor.

Por isso a Faena Musical desta semana será um pasodoble que diz também muito a este cavaleiro.

España Cañi – Pascual Marquina Narro

Este pasodoble sei que diz muito ao homenageado. É um pasodoble espanhol que dispensa apresentações, é quase sempre tocado em todas as corridas, é um pasodoble muito dançante, daí a ser muito utilizado para grupos de sevilhanas, etc, dançarem.

 

Despeço-me com grande Beijo para as aficionadas, e um grande abraço aficionado para eles.

Até á próxima semana e boas corridas!!!

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