Era uma vez a BTL... sem Tauromaquia...

Terminou há uma semana, mais uma edição da BTL, Bolsa de Turismo de Lisboa. Uma edição em que a tauromaquia pouco ou nada se promoveu. Perguntarão os mais distraídos, ‘O que tem a ver a tauromaquia com o turismo?’. Eu respondo, tudo!

Em tempos esteve em cena uma peça intitulada “Maldita Cocaína”, a tauromaquia criou uma peça, há muito tempo, que eu intitulo de “Maldita Bolha”. A tauromaquia tem que criar dinâmicas alternativas de promover parte identitária e importante da cultura portuguesa, como fez o Fado, o Cante, e tantas e tantas outras artes. É importante aproveitar este, exagerado, boom turístico e promover a cultura do país. Porque quem nos visita quer conhecer a nossa história e a tauromaquia faz, obviamente, parte da nossa história.

Mas a tauromaquia marcou presença na BTL? Sim, mas com pouca força. Senão, vejamos: no stand da Golegã houve promoção à Feira Nacional do Cavalo, em Almeirim houve promoção à Escola de Toureio Jorge D’Almeida, em Viana do Alentejo houve promoção à Romaria a Cavalo ‘Moita-Viana do Alentejo’, em Monforte houve referência à tauromaquia, Moita houve referência à Praça de Touros Daniel Nascimento e por fim Cartaxo, aquando da apresentação da XXX Feira do Vinho, viu o presidente da autarquia falar a tradição taurina na promoção do destino.

No Turismo de Lisboa não houve, visível, promoção alguma à mais importante Praça e Touros do País. A marca ‘Touradas’ também não se deu a conhecer em força na BTL e assim sendo a tauromaquia perdeu mais uma vez a possibilidade de interagir com outros sectores, com outras culturas e conseguir assim uma maior aproximação a mais público, novos investidores e uma renovação, mais que necessária, na comunicação da mesma.

Para quando a realização de um grande evento, que não o Bullfest, em que todos mas todos os interessados possam participar de modo a criar sinergias para mudar de vez a imagem paleolítica da comunicação da tauromaquia? Sim porque isto de a divulgação da tauromaquia ser feita por blogues (em modo imprensa credível), apaixonados pela fotografia e posts em caps lock no Facebook, convenhamos que não é de todo uma boa estratégia.

Mas nem tudo na tauromaquia está mal. Os números mostram que há mais público, que há audiências e que as pessoas querem aderir à causa. Mas será que os agentes estão preparados para novas pessoas, novas ideias e uma renovação na imagem e comunicação de uma das mais bonitas tradições nacionais?

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