A homenagem merecida a LUIS AGRCIA

A homenagem merecida a um Homem Grande! Luis Garcia “El Niño de Leganés” impossibilitado de tourear, mas para sempre Toureiro.
 
Uma emotiva ovação ao romper o passeillo com Luis Garcia na frente dos seus companheiros, agradeceu com a emoção característica dos grandes momentos; recebeu um capote assinado pelos artistas e por aficcionados anónimos que partilharam dedicatórias dias antes através do Twitter.
Hospiciano assim se chamava o novilho que abriu praça e que como todos os outros pertencia á ganadaria de Domingo Hernandez; indultado pelo veterano Juan António Ruiz “Espartaco”, uma faena de maestria a um novilho de investidas francas e intermináveis, foi emocionante recordar o toureio deste grande artista de Espartinas, duas orelhas e rabo simbólicos.
A faena da tarde pertenceu a Alejandro Talavante, a única brindada ao respeitávél , todas as outras como se impunha, o foram ao homenageado; uma faena templadíssima e carregada de arte, tudo feito na perfeição, uma delicia de toureio que fez vibrar as bancadas que quase chegavam aos três quartos de público; como dizia um espectador “assim se toureia, isto é que é tourear! Duas orelhas e rabo, volta para o novilho.
António Ferrera teve um novilho complicado e teve trabalho e arrojo para lhe sacar faena; brilhou em bandarilhas com três pares de cortar a respiração, na muleta arrimou-se sempre e o susto chegou com a tremenda voltereta na hora de entrar a matar, felizmente sem cornada; a sua valentia foi premiada com o corte de duas orelhas.
El Juli foi o grande mentor desta tarde que homenageava um dos seus homens, não se contemplava outra coisa senão um triunfo com uma faena de poder como Julian nos brinda sempre, duas orelhas de peso a um arrimón tremendo.
José Maria Manzanares perdeu troféus por causa da espada, matou como é seu hábito “recebendo” mas o estoque ficou um pouco descaído e com o descabelho não encontrou sitio; veio um aviso e o prémio ficou pela forte ovação. Miguel Angel Perera lidou o quinto novilho da tarde ao qual esteve por cima numa faena de mando e saber, em que a sua maestria lhe facilitou o corte de duas orelhas. Fechou praça o novilheiro Oliventino Ginés Marin, apoderado por Luis Garcia e recentemente o grande triunfador da Feira de Olivença, não teve sorte com o novilho, o mais manso da corrida que procurava tábuas e que se custava em fixar; não se intimidou, mostrou maneiras e mais uma vez provou que vai ser um caso sério da classe de novilheiros; a meia estocada e depois o desacerto com o descabelho apenas lhe deixaram como prémio uma forte ovação.
No final, e apesar de muitos triunfadores a saída em ombros foi para “Luis Garcia”, aos ombros de El Juli e com todos os intervenientes á sua volta, debaixo de uma fortíssima e sentida emoção.
Niño de Leganés, para sempre Toureiro!
 
 

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