A luz ao fundo do túnel já brilha com alguma intensidade

E do escuro se fez luz e com a luz veio a esperança.

As manifestações dos forcados ficaram pelas intenções e era arriscado que se tivessem levado adiante tais movimentos porque o Covid – 19 é democrático e não escolhe a quem atacar, mas como o poder só reage quando pressionado conseguiu-se o objectivo sem se correrem riscos, logo, foi melhor assim! Os resultados, que era o que nos interessava, – ter cá fora os regras para a efectivação das corridas de toiros -, já cá estão.

Face a este desenvolvimento já há corridas de toiros marcadas para o Alentejo, a zona menos afectado pelo malfadado vírus; uma em Extremoz e outra em Moura.

Desde já os meus cumprimentos aos empresários que arriscam levar a cabo tal tarefa. Que tenham sucesso! E uma palavra de reconhecimento aos artistas que, provavelmente, também não terão as suas subvenções pagas como teriam noutra altura.

Esperemos que com o evoluir da situação as praças possam começar a ficar mais compostas e as feiras taurinas a voltar a trazer bons espectáculos de toiros a toda a afición.

Não podemos baixar a guarda e temos que manter a pressão sobre os decisores para que não sejamos os enjeitados da cultura. Só falta termos bulling por sermos aficionados.

Goya, Picasso e tantos outros perceberam o valor desta arte e deram-lhe outras roupagens e os seus traços, deram-lhe ainda mais valor por causa disso.

Em Portugal, também houve artistas que lhes dedicaram a sua arte desde os poemas, aos tratados sobre temas das lides, aos quados e até aos fados. Tanta arte se fez à volta dos toiros.

Não é admissível que uma senhora que transitoriamente é ministra – todos os cargos políticos só não são transitórios nas ditaduras e mesmo essas também acabam – tenha o poder de impor o seu gosto, a toda a gente.

Nós já cá tivemos gente dessa mas também acabou!

E não queremos mais!

Agora vamos ter esperança que os tempos nos sorriam e que possamos em breve voltar às crónicas para vos trazer tardes, ou noites de glória dos artistas e dos ganadeiros, e como se diz na nossa festa: Que Deus reparta a sorte!