A política do gosto e a passividade … começam a assustar…!

Confesso que esta é daquelas opiniões que não queria dar, até porque, começo logo por ser criticado pelos “yes men” da Tauromaquia, por apenas escrever quando algo corre menos bem, mas por vezes tem de ser.

Confesso, também, cada vez menos entendo os agentes do sector tauromáquico, pois a passividade é tanta que parecem cogumelos, em que são muitos, mas não saem do lugar e alguns ainda são venenosos.

Há um ano muito se falou do IVA dos espectáculos tauromáquicos, na altura, e só depois do PAN e BE terem apresentado os seus projectos na Assembleia da Republica os taurinos e nomeadamente a Prótoiro reagiu a essas situações ou seja, não se acautelou antes, apenas reagiu. Felizmente que houve deputados, de vários partidos, que votaram contra esses projectos que seriam prejudiciais para a Festa Brava e aí o IVA dos espetáculos tauromáquicos  não subiu para os 23%. Na altura foi grande o alarido, foi grande a festa, comunicados a gritar vitória, tudo e mais alguma coisa. Ora na altura comentei que seria algo que mais tarde ou mais cedo voltaria a ser debatido, e assim foi.

Após essa vitória que referi, ao longo de todo o ano, vários agentes da tauromaquia, incluindo a Prótoiro atacaram inclusive o Governo de António Costa, esquecendo-se que haveria eleições e portanto não era um dado adquirido e aqui, mais uma vez, o populismo e a fanfarronice esteve acima do trabalho e da precaução.

De umas eleições, todos os resultados são possíveis, mas era expetactável que o PS vencensse e após o escrutínio soube-se que o PS iria precisar do PAN e/ou do BE para uma governação mais estável. Ora logo ai era quase certo que cada partido iria ter um bombom e era previsível que o IVA das Touradas seria o tal bombom para o PAN. Por isso eu pergunto porque é que logo a seguir às eleições não se agiu? Onde está o tão falado lobbie da tauromaquia? Sim, o alegado lobbie que actua a favor da Festa Brava nos sítios certos e neste caso na Assembleia da República e que supostamente é ele que leva a maior fatia do orçamento da Prótoiro?

Pois então eu sugeria que se revisse o funcionamento desse lobbie, porque não está a resultar… Não basta também lançar petições na internet sempre que há um ataque… Não basta comunicados lançados para a rua por uma Agência de Comunicação, que apenas serve para enviar notas de imprensa, porque quando um Órgão de Comunicação solicita declarações: ou não se responde, ou se responde tardiamente ou declina-se essas declarações para não se ser confrontado com factos.

Ah! E não basta estar nas principais praças do país a fazer Cartões do Aficionado, há que ir ao interior… há que ir ao terreno, e depois melhorar o sistema do Cartão, porque a fazer tudo manualmente resulta em que todos os dados de 2018 apenas acabaram de ser inseridos no sistema no Verão de 2019… E já que falo no cartão do Aficionado, deixo uma questão a quem já o subscreveu, que sms’s receberam deste cartão?…. Alguma a apelar à defesa da tauromaquia?

Pois bem, os tais “Yes Men” da tauromaquia já devem estar a dizer, lá está o Hugo Calado novamente a criticar e as coisas pode nem ser bem assim… Ora pois bem, também têm razão, podem não ser bem assim… mas também não há informação disponível à imprensa para que se informe com a veracidade certa, os contactos entre a Prótoiro e a imprensa resumem-se apenas ao envio de notas de imprensa…

E agora vêm reclamar já com o Orçamento do Estado apresentado? Rezemos é que algo possa mudar na discussão na especialidade…

Mas uma coisa é certa senhores aficionados, assim não vamos a lado nenhum, ou se formos será para o caminho errado. A Tauromaquia em Portugal precisa de todos, mesmo todos, não nos podemos acomodar, ou então corremos o risco de a curto prazo estar em frente à televisão espanhola a ver corridas ou então ir mesmo ao outro lado da fronteira.

É certo, nós portugueses somos pouco dados a grandes manifestações, e essas quando acontecem estão ligadas a centrais sindicais ou a partidos reivindicativos, mas neste caso merecia algo mais da nossa parte.

Portanto nada disto é novo e caminhamos a passos largos para o abismo. Vamos salvar ou caminhar alegremente até uma queda no tal abismo, que por acaso até gera milhões?

Para rematar e a única coisa que se pede é profissionalismo, actos de alguém que trabalha de forma profissional.