“A União das Misericórdias não pode ser alheia a isso, nem pode ter a cobardia” na defesa da Tauromaquia, diz Provedor da Misericórdia da Chamusca (c/som)

Como é do conhecimento geral, a Tauromaquia foi alvo de alguns ataques anti-taurinos nomeadamente da área política, pois foram apresentadas na Assembleia da República um conjunto de propostas que atentavam contra esta cultura.

Várias personalidades conhecidas do grande público deram a cara por esta cultura identitária, no entanto, e apesar do Toureio.pt ter contactado a União das Misericórdias, o seu presidente Manuel Lemos não prestou qualquer tipo de declaração sobre o assunto, apesar de em Junho esta entidade ter assinado um acordo com a Prótoiro.

Neste sentido questionado o Provedor da Misericórdia da Chamusca, Nuno Castelão, a fim de saber qual é realmente a posição das Misericórdias na defesa da festa, tendo este referido que “as misericórdias sempre tiveram um papel importante na promoção e divulgação das corridas de touros que foram, em várias épocas, factor de extrema importância nas receitas das misericórdias no sentido de poder fazer o apoio social que é, digamos assim, a sua obrigação”, acrescentando que “existem muitas misericórdias que têm praças de touros e a União das Misericórdias não pode ser alheia a isso, nem pode ter a cobardia, digamos assim, de se minimizar perante os decorreres dos tempos serem uma moda. Porque eu considero isto uma moda porque se as corridas de touros têm a perspectiva de acabar, devem acabar por si só e porque o povo e todas as pessoas assim o queiram. Isto é uma cultura do povo, está muito centrada aqui no Ribatejo e no Alentejo, mas que chega e há aficionados em todo o país.”

O provedor da Misericórdia da Chamusca deixa claro que “nós não podemos negar aquilo que foi o passado. E não temos esse interesse. A União das Misericórdias faz parte da Prótoiro e como faz parte da Prótoiro também é um indicador positivo de que é defensor das corridas de touros. Ela própria faz de dois em dois anos a Corrida da União das Misericórdias Portuguesas e portanto deixa bem marcado a sua posição. É óbvio que há muito trabalho que é feito que não vem ao público mas que é feito por detrás do cenário.”

 

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