Aldeia da Venda: Houve Toiro, houve espetáculo e o público saiu satisfeito…

Expetativa, emoção e satisfação, poderão ser três adjetivos que na nossa opinião caraterizaram a corrida deste Domingo (11 de Maio) na Praça de Touros da Aldeia da Venda, no concelho de Alandroal.

Expetativa, porque o curro de touros anunciado para esta corrida, de Eng.º Jorge de Carvalho, fazia antever uma boa tarde de touros e com uma praça desmontável há muito ali instalada sem qualquer tipo de manutenção, mas fazia aumentar a expetativa para o que poderia ali acontecer.

Emoção, porque os seis touros que saíram à pequena arena da Venda, tinham muita mobilidade que colocou no espetáculo “o sal e a pimenta” que são necessários para a Festa Brava, houve mesmo quem dissesse que “já se ouviram gritos na bancada, temos uma tarde de emoção”, facto que muito tem faltado nas nossas praças. Além disso saíram irrepreensivelmente bem apresentados.

Por ultimo, satisfação, porque o público saiu satisfeito com o que viu na arena. Toiros irrepreensivelmente bem apresentados, os toureiros e forcados a darem o melhor de si e uma tarde quente e cheia de emoção, só podia sair satisfeito o respeitável público.

Uma estreia auspiciosa, a da empresa “Época Soberba” que apostou no toiro-toiro e ganhou, pois a expetativa criada fez com que a praça de touros se enchesse de aficionados, que como já referimos saíram visivelmente satisfeitos.

Rui Salvador, teve pela frente dois touros distintos. O cavaleiro de Tomar esteve toureiro em ambas as lides. No primeiro mostrou a sua maestria preparando bem as sortes, indo de frente e ao estribo deixar bons ferros. No seu segundo, teve de porfiar mais perante um touro que media os terrenos e se adiantava um pouco no momento da reunião, mas Salvador deu-lhe a volta e concretizou uma boa lide.

Marcelo Mendes, aproveitou da melhor forma o seu primeiro touro. Esteve alegre e comunicativo, numa lide em que o cavaleiro deu tudo de si, cravando bons ferros entrando pelo touro dentro e ao estribo. Uma vez mais impressionou o público com a sua brega na cara do touro, terminando a atuação com um bom par de bandarilhas. A sua segunda lide, nada teve a ver com o primeiro, muito por culpa do oponente, que também se adiantava no momento da reunião, o que dificultou o labor do ginete, ainda assim não virou a cara à luta.

O praticante Rui Guerra, regressou ao seu concelho com expetativas renovadas para esta temporada. Mostrou uma maior evolução no seu toureio e mais calma no momento da reunião. Esteve em bom plano no seu primeiro, não se intimidando pelas investidas bruscas do touro. No segundo, Guerra teve de puxar certamente por todos os ensinamentos que tem recebido de Vítor Ribeiro, pois era um touro que pedia contas e não permitia muitos erros. O jovem cavaleiro conseguiu dar-lhe a volta e sair desta tarde também em plano elevado.

 No que diz respeito à rapaziada da jaqueta de ramagens, a tarde foi de pegas rijas.

Pelos Amadores de São Manços, foram caras Arménio Reis, à primeira e Nuno Leão, também à primeira.

Já pelos Forcados de Portalegre, foram para a cara Miguel Zagalo, que à sua terceira foi dobrado por Alexandre Lopes, que concretizou assim à quarta tentativa e ainda António Cary; á segunda tentativa.

Pelo Aposento de Alandroal foram solistas Filipe Ramalho e Bruno Anacleto, ambos à primeira tentativa.

O espetáculo foi dirigido pelo Sr. Agostinho Borges, assessorado pelo Dr. Matias Guilherme, numa tarde abrilhantada pela Banda da Escola de Música do Centro Cultural de Alandroal.

Uma tarde bastante agradável, porque quando há toiro…, há espetáculo….!!

Para ver

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