Alejandro Adame triunfa na novilhada que encerrou a Feira de São João em Badajoz

Alejandro Adame cortou duas orelhas com forte petição de rabo e   foi o triunfador desta novilhada sem picadores e terá como prémio tourear na Feira de San Marcos em Aguascalientes (México) na próxima temporada de inverno. Este confronto entre novilheiros Espanhóis e Mexicanos “tem como objectivo o Intercâmbio de culturas e  aproximar a forma de viver a tauromaquia entre toureiros de diferentes países.”

Seis sonhadores; todos de “montera en mano” ; o mexicano Hector Gutierrez abriu a tarde perante um novilho que tardou em se fixar no capote para depois na faena de muleta; que brindou ao público, oferecer boas condições para o toureiro mexicano poder mostrar o seu toureio templado e com boas maneiras. Matou de sorte contrária e cortou a primeira orelha da tarde.

De Badajoz António Pintiado foi à porta gaiola para receber o seu novilho que poucas condições ofereceu para que o jovem toureiro pudesse brilhar; mostrou vontade e arrojo, mas pouco mais; assobios para o toiro no arraste e palmas para novilheiro.

O terceiro da tarde foi para o mais novo dos Adame; Alejandro Adame também a representar o México nesta tarde;  recebeu-o com uma larga de joelhos seguindo depois por verónicas;  aplaudido no quite por “lopecinas”, ou “zapopinas” en México. Bom início de faena com passes ajudados por alto para depois seguir de por derechazos; e em continuação foi o desfrutar do jovem toureiro mexicano perante um grande novilho de Zalduendo que se chamava “Embustero” mas não era; para o qual foi pedido ainda o indulto; grande toreria de Adame que foi premiado com duas orelhas e forte petição de rabo. Novilho premiado com volta. 

O espanhol Carlos Dominguez recebeu também o seu novilho à porta gaiola;  lances variados com o capote; brindou ao público a faena de muleta que foi larga e à qual sobrou valentia e faltou temple; escutou dois avisos mas ainda assim teve ligeira petição de orelha. 

Ismael Jimenez, também espanhol, lidou o quinto novilho da tarde, de nome “Tailandes” ; depois de pouco brilhar com o capote, bandarilhou com arrojo; a faena de muleta apesar das arestas a limar naturais da condição de novilheiro teve nota positiva e foi aplaudido. 

O último novilho da tarde e da feira, foi lidado pelo mexicano Arturo Gilio e chamava-se “Edifício” ; Arturo foi fortemente volteado num quite por chicuelinas;  recompôs-se e brindou a faena ao público;  uma actuação que nunca rompeu,  encontrando também grandes dificuldades na hora de entrar a matar. Foi silenciado.

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