Amareleja: Um espetáculo longo, enfadonho e com pouca história

A Praça de Touros da Amareleja recebeu no passado dia 14 de Agosto, a sua tradicional corrida de touros integrada nas festas de Verão locais. Uma corrida que contou com cerca de ¾ de casa, de um público que até foi paciente de mais, numa corrida que durou mais de três horas e em que um toureiro praticamente não toureou e um grupo de forcados nem chegou a citar um touro, para não referenciar já os variados tempos mortos que ocorreram.

Anunciava-se João Moura, Marcos José, João Moura Caetano, bem como os Forcados Amadores de Safara, Amareleja e Póvoa de São Miguel, bem como seis touros de Branco Núncio, Fernandes de Castro, Paulo Caetano, Fontembro, Paulino da Cunha e Silva e São Martinho, no entanto quem chegou à praça deparou-se com duas alterações o touro São Martinho foi substituído por um Infante da Câmara e o cavaleiro João Moura substituído por Vítor Ribeiro, devido a uma aparatosa colhida que Moura sofreu em Albufeira.

Iniciou a tarde Marco José realizou duas lides regulares, estando em ambas por cima dos seus oponentes, estes que não facilitaram o labor do ginete, o primeiro de Branco Núncio e o segundo de Fontembro.

Vítor Ribeiro teve mais sorte no seu lote, com dois touros a permitiram o luzimento do cavaleiro e este aproveitou da melhor forma proporcionando aos presentes bons momentos de toureio. Coube-lhe em sorte um touro Fernandes de Castro e um de Paulino da Cunha e Silva, este que venceu o Troféu para melhor toiro, no entanto também foi aquele que mais tempo demorou a entrar, mais de 10 minuto para ser recolhido.

A tarde deveria fechar com João Moura Caetano, este que não teve a sorte do seu lado, pois o touro que lhe tocou em primeiro, um Paulo Caetano, ao primeiro comprido fez denotar algumas deficiências de locomoção e foi devolvido aos currais. O seu segundo, um Infante da Câmara, lesionou-se à saída do camião, nem chegou a sair à arena. Muitos minutos depois, o sobrero (Infante da Câmara) foi embolado e sai à arena, Caetano crava-lhe um ferro comprido, faz denotar também problemas de locomoção e é mandado recolher.

No que diz repes peito às pegas estiveram em praça três grupos de forcados, mas apenas dois atuaram. Pelos Amadores de Safara, foram caras João Silva, à primeira e Fábio Maurício, que depois de três tentativas foi dobrado pelo cabo Pedro Lúcio, que concretizou à sua segunda tentativa. Já pelos Amadores da Amareleja pegaram Ismael Luís, à segunda e António Vasco, também à segunda. Por sua vez os Amadores da Póvoa de São Miguel, não puderam atuar, visto que os dois touros que lhe eram destinados foram recolhidos aos currais.

Estava em disputa o Troféu para melhor pega, que ficou deserto, devido a que um grupo não teve oportunidade de atuar.

Os touros que nesta tarde saíram à arena escaços de apresentação, juntos de força e dando jogo desigual. Todos eles indicados para um festival taurino e não para uma corrida de touros, muito menos para um concurso de ganadarias. Estava em disputa um Troféu para melhor toiro que foi atribuído ao touro de Paulino da Cunha e Silva.

Foi um espetáculo em que o público não saiu satisfeito, pois foi uma corrida enfadonha e onde a Festa Brava não ficou a ganhar.

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