“Às vezes somos castigados por pôr touros muito grandes, mas penso que é pior colocar touros muito pequenos, sem trapio algum…”, diz Rafael Vilhais (c/som)

Salvaterra de Magos recebeu ontem uma corrida de touros com um imponente, em peso, curro de touros de Dolores Aguirre.

O Toureio.pt falou com o empresário Rafael Vilhais que começou por revelar que “os touros são realmente imponentes mas em termos de comportamento têm sido mansarrões e não tem sido fácil, tem sido duro, houve um ou outro que se deixou… Felizmente para os forcados não fizeram grande mal também, pegas imponentes, fáceis não foram. Foi pena não haver mais gente no espectáculo, também tivemos o problema de ter o acidente aqui em Benavente e ter a estrada cortada quase duas horas, muita gente que vinha para cá já não conseguiu passar a tempo e a horas. Mas já houve coisas engraçadas, há sempre reacções nos touros que é de  ver e as reacções dos moços também é de ver e tem de se dar a lide adequada, e o facto é que os touros bem apresentados estavam mas têm evidenciado alguma mansidão, alguns têm mostrado as suas coisas mas…”.

Acrescentou que “as pessoas gostam sempre de ver. Nem sempre coisas fáceis, coisas difíceis e isto põe à prova. São toureiros jovens, passam por isto, e vão ganhando maturidade e vão vendo que esta coisa de ser toureiro não é nada fácil, é muito difícil. E quem está na bancada, e quando sai um touro destes, vê-se que isto não é fácil e não é qualquer um que sai da bancada e enfrenta um touro destes”.

Perante as críticas que recebeu por apresentar touros enormes e com este peso, disse que “eu não sou apologistas de touros muito grandes. Mas há encastes como os do Miura ou Atanasio Fernández são sempre touros diferentes e é preciso também perceber isso. Às vezes somos castigados por pôr touros muito grandes, mas depois também penso que é pior colocar touros muito pequenos, sem trapio algum… A festa precisa realmente de emoção mas também precisa de ter qualidade. As coisas são assim. O touro é o touro. Eles são inscritos na árvore genealógica, a vaca mãe é uma uma vaca aprovada e o pai também… Agora se investem ou não, isso já outra coisa. Nem as vacas sabem, como se costuma dizer…”.

 

 

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