Autarca de Redondo sente-se enganado com corrida de gala e pede restituição de parte do valor à Ass. Tauromáquica Redondense

Como o Toureio.pt reportou, no início do mês de agosto o Coliseu de Redondo recebeu uma corrida de Gala à Antiga Portuguesa. Um espectáculo promovido pela Associação Tauromáquica de Redondo (ATR), mas que contou com forte apoio da Câmara Municipal de Redondo,  através de um valor monetário que rondou os 10 mil euros.

No entanto este evento realizou-se de forma peculiar, pois o que foi apresentado ao público presente foi uma gala diferente do habitual, sem cavalos e sem coches da época evocada. Na altura o Toureio.pt falou com o responsável da gala, Jorge Vicente, que nos afirmou que “houve esta preocupação da organização, de tentar reduzir o risco e que a GNR não trouxesse os cavalos.”

Neste sentido e visto houve redução de logística e o valor do patrocínio camarário manteve-se igual, a Câmara Municipal de Redondo deliberou na passada semana que seja restituído parte do patrocínio que foi atribuído à ATR.

O assunto foi levado à Reunião de Câmara, do passado dia 29 de Agosto,, pelo próprio Presidente da Câmara de Redondo, António Recto, conforme dá conta a Acta agora publicada, e em que afirmou que “a câmara quando atribui subsídios, com base em certas circunstâncias e documentos que são apresentados, não pode deixar passar em branco determinadas situações". Na sua intervenção, na referida reunião, o autarca acrescentou ainda que "foi atribuído um subsidio à Associação Tauromáquica Redondense (ATR), tendo por base o orçamento apresentado para se realizar uma Corrida de Gala à Antiga Portuguesa, e não foi nada disso que foi apresentado. A charanga foi a pé, os cavalos foram improvisados, não estavam habituados a este tipo de festividade e quase que ia havendo um grave problema com uma criança, as carruagens nada tinham a ver com uma corrida de Gala, eram charretes cobertas e os cavalos que as puxavam estavam longe de ser engalanados para uma Corrida de Gala. Ao que apurou, a empresa terá feito um desconto à ATR, pelo que, se a câmara atribuiu um subsídio para a realização de um determinado espectáculo, se o mesmo não se realiza de acordo com o que foi definido, alguém terá que assumir a responsabilidade.”

 

Ainda na referida reunião, António Recto disse que vai reunir com a ATR e informar que “devem restituir à câmara o valor do subsidio correspondente ao desconto que foi feito pela empresa, e demonstrar a insatisfação pelo facto de a câmara ter feito um investimento num espectáculo que não se realizou, não obedeceu, em nada, ao que foi proposto, pelo que sentiu enganado relativamente à deliberação que tomou aquando da atribuição do subsidio para a realização de uma Corrida de Gala à Antiga Portuguesa, que não foi o que se apresentou".

A decisão de pedir a restituição de parte da verba foi corroborada por todos os elementos da Câmara, sendo que o vereador Luís Faleiro também se sentiu enganado porque "o que foi proposto, em termos de cartéis, e do que lhe foi apresentado, na Enoteca, pelo responsável da empresa, havia uma expectativa bastante elevada e o que foi apresentado não correspondeu em nada ao que foi proposto.”

Já o vereador David Galego afirma que também não ficou satisfeito com o espectáculo, face à expectativa que tinha, esperava um envolvimento muito maior em torno do espectáculo.

Por sua vez os vereadores José Portel e David grave não estiveram presentes no espectáculo, mas afirmaram que ouviram vários comentários no mesmo sentido do que foi descrito na reunião de câmara.

Confira na integra a Acta desta Reunião de Câmara.

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