Badajoz: Perera três orelhas, Garrido e Marin duas cada

Terna em ombros na segunda corrida da Feira de São João de Badajoz. Miguel Angel Perera foi o triunfador no que a corte de orelhas diz respeito, com um total de três; duas delas cortadas no primeiro da tarde; um toiro nobre que Perera recebeu á Verónica e de seguida com um bom quite por gaoneras; brindou ao público e sin moverse traça a primeira série de derechazos, e passes cambiados; depois de tourear por ambos os lados,  termina entre pitons pregando um arrimón dos tais.

O seu segundo foi o toiro mais pesado da corrida com quinhentos e sessenta e oito quilos; pouco se empregou no capote, ainda assim o de Puebla del Prior ajoelhou-se para o receber á verónica, depois de duas desequilibrou-se, e por pouco não ficou á mercê do astado; recompôs-se num bom quite por chicuelinas. Atribulado tércio de bandarilhas com o bandarilheiro Santiago Acevedo a ser volteado, primeiro ao ar e depois contra as tábuas de forma bastante feia, mas felizmente sem consequências aparentes. Na muleta fixou-se nos médios e ai toureou com a mão esquerda de onde saíram boas séries de naturais; entre pitons novamente e sem se mover pregou novo arrimón, cortando mais uma orelha.

José Garrido apareceu na sua terra ávido de triunfos; de joelhos em terra recebeu de capote o seu primeiro; desequilibrou-se e assustou-se; refeito do susto lanceou por delantales e rematou com vistosas chicuelinas. Brindou ao respeitável e iniciou com uma boa série de derechazos, segue depois por naturais e ao nono foi volteado sem consequências, arrimou-se terminando por manoletinas e cortando uma orelha.

Garrido viu ser devolvido o seu segundo que foi substituído por um sobrero de Domingo Hernandéz, que recebeu num alegre quite por verónicas rematado com uma meia; bom inicio de faena com a mão direita; toureando depois ao natural com o toiro no final a afogar-se um pouco e a fugir á pelea, mata certeiro e corta mais uma orelha e consequente porta grande.

Ginés Marin apresentava-se em Badajoz na sua primeira corrida como matador de toiros, depois da alternativa no Coliseu de Nimes; lidou o toiro “Demagogo” que lhe valeu sobrada faena, um toiro que pedia contas e que Marin soube dar a volta e cortar uma orelha. Gines Marin veio para o último da tarde com a garra que ainda trás de novilheiro; ou com a certeza de que agora matador de toiros os triunfos necessitam-se mais que nunca; com os seus colegas já em ombros o toureiro de Olivença não queria sair apeado e foi isso que aconteceu, cortou uma orelha ao último da tarde; que recebeu de joelhos, primeiro com duas largas seguindo por verónicas e mais um farol de remate; tendo sido com o capote o toureiro mais aplaudido da jornada; o Pai Guilhermo pouco picou o “Chulito” que mesmo assim pouco jogo deu para a garra e a vontade que o recém doutorado trazia. Também o tércio de bandarilhas foi o melhor da tarde com destaque para os dois pares de Jesús Diez “Fini” a saudar fortes aplausos. Estatuários ajudados por alto e mirando el tendido serviram para iniciar a faena de muleta que tarde se esfumou com o astado agarrado ao albero, travando ao chegar á muleta; foi em tábuas que Marin terminou uma faena rematada com uma grande estocada para o pior toiro da tarde, que lhe valeu uma orelha e o passe para acompanhar os seus companheiros em ombros. Quase três quartos das bancadas preenchidas em tarde de calor com a corrida a terminar já noite fora. Foi lidado um curro de toiros de Juan Pedro Domeq e um sobrero de Domingo Hernandez em quinto lugar.

 

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