Terça-feira, Outubro 4, 2022
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Beja: Toiros e Forcados!!

Meia casa à vista em corrida de poucos momentos de primor artístico e de êxito. Entretida, com emoção e picante. Apesar de atualmente muitos não saberem… lidar toiros também é dar a volta às dificuldades que se deparam, saídas pela porta dos sustos!

O curro do Monte Cadema, com ferro e divisa de Herdeiros de António Lampreia, saiu bem apresentado, com muito motor, transmissão e sobretudo exigência. Não foi cómodo e "destapou" fragilidades diversas a grande parte dos atuantes, a maior parte empregava-se com poder e "apertava" nas investidas, que tinham de ser provocadas dentro dos terrenos de "suas altezas" e depois havia que deixar o ferro e sair de lá com muita limpeza…até aqui tudo normal. O pior é que estes não eram nhoc-nhoc e tinham génio e PODER. Pediam cabeça, coração e sobretudo montadas à altura dos acontecimentos. Na generalidade deixaram-se, não se fecharam em tábuas e quiseram lutar sem maldade. Mais cómodos o 3º e 6º, mais reservado e com sentido o 5º. Nas pegas foram todos nobres, vigorosos e enraçados, sem maldade.

Joaquim Bastinhas, Sónia Matias e Ana Batista passaram sem pena nem glória, despacharam como puderam e dentro dos recursos que têm, a papeleta.

Tito Semedo andou de menos a mais, á medida que se entendeu com o oponente melhorou a ligação e a execução das sortes culminando em bom plano, com dois curtos já em fase de defesa do toiro. Público respondeu com ovação e envolvimento. 

Também ovacionado e respeitado pelo seu trabalho foi o substituto de M. Bastinhas. Marco José está num bom momento, andou fácil e teve soluções para deixar lide correta, sóbria e de agrado geral. Merece mais toiros, sem dúvida.

A parte, equestre, mais popular da noite chegou no melhor do encierro que tocou em sorte à praticante Cláudia Almeida. Com ele andou desembaraçada, valente a ir para cima do toiro. Ligou-se muito às bancadas e como "tem praça", foi ovacionada com força pelo conclave. No aspeto artístico e técnico não comprometeu, mas abusou da velocidade nas execuções, muitas à tira e com pouca ligação e lide do toiro. Há muito para percorrer.

Nas pegas o destaque vai para boa noite do GFA Évora. Pegou os dois "ferry's" do encierro. Que chegaram inteiros e com muito poder. Grande pega de Dinis Caeiro ao 1º, à 1ª, (duas voltas merecidas), que saiu com muita pata e para "comer". Quando quis despejar, já em tábuas, teve no cara um lutador para lá ficar quase sozinho e aguentar derrotes duros, em baixo, a despachar.

J. Pedro Oliveira esteve exímio no 4º, à 1ª, a tourear desde cedo, a mandar na saída, na viagem e na reunião. Assim "enganou", com saber, um "artista" que podia complicar e muito. Menos bem na coesão das ajudas, mas de triunfo, perante as elevadas exigências, esta atuação do Grupo.

O GFA Cascais pegou ambos os toiros à 1ª. O cabo Joel Zambjeira fez tudo bem menos reunir, pelo que viajou descomposto na cara, resultando sem brilho a pega. Bruno Cantinho despediu-se em bom nível, tudo bem feito e bem ajudado, consumou pega vigorosa e bonita.

Beja teve em José M. Falcão (3ª, mal ajudado na primeira, recebeu mal na 2ª)e João Fialho (bem à 1ª), os solistas.

Dirigiu o Sr. Agostinho Borges, assessorado pelo Dr. João Infante, com ferragem e embolação de Bruno Lopes.

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