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Cabos dos Forcados de Lisboa e Coruche fazem antevisão da corrida no Campo Pequeno

No próximo dia 17 de maio, a Praça de Touros do Campo Pequeno receberá uma corrida de touros à portuguesa em que se comemora mais um aniversário da re-inauguração do tauródromo lisboeta.

Como já vem sendo habitual a empresa do Campo Pequeno entrevistou os dois cabos dos grupos de forcados a atuar, de forma a fazerem uma antevisão desta corrida, nomeadamente aos Cabos dos grupos de Lisboa e de Coruche (Pedro Maria Gomes e José Macedo Tomás).

Uma entrevista que passamos a transcrever na integra:

– Que significado tem para o Grupo vir actuar ao Campo Pequeno num cartel com as características do de dia 17?

Pedro Maria Gomes –(PMG) – São muitas as recordações e histórias nesta praça, algumas menos boas e de tragédia, mas felizmente que a maior parte é de glória. É uma história feita pelo Grupo no Campo Pequeno desde há 74 anos. Regressar ao Campo Pequeno, é motivo de responsabilidade máxima, pois pegamos perante o nosso público, pegamos na praça mais importante do país, onde sabemos que a visibilidade é muito maior e pegamos mais uma data importante para a nossa Tauromaquia, o 12º aniversário da reinauguração do Campo Pequeno. Se juntarmos esta responsabilidade, à nossa obrigação em defender a nossa história, penso que estão reunidos todos os motivos para termos a motivação em alta.

José Macedo Tomás – (JMT) – Actuar no Campo Pequeno, independentemente do cartel, é sempre um enorme prazer pois significa que o GFA Coruche se encontra entre os melhores, uma vez que, apenas os melhores artistas têm esse privilégio. É sempre também uma responsabilidade muito grande porque sabemos que as Corridas no Campo Pequeno recebem a atenção máxima dos aficionados, pelo que, um triunfo poderá significar um empurrão importante na actual temporada e nas vindouras, assim como, uma actuação falhada pode comprometer futuros convites para novas actuações. Ver o GFA Coruche incluído num cartel de luxo como este aumenta exponencialmente tanto o prazer como a responsabilidade de que falei.

 

– Que espera dos toiros da divisa David Ribeiro Telles?

PMG – Dada a grande experiência e cuidado da Família Ribeiro Telles com as suas ganadarias, aliado ao encaste Murube, espero um curro muito bem apresentado e com garantias de proporcionar boas e emotivas pegas. Para além da ganadaria, que cria sempre uma grande expectativa nos aficionados, o restante cartel é muito atractivo e de grande nível. Sem querer falar em particular de algum, aproveito para publicamente dar os parabéns aos Amadores de Coruche, pela prestação em Vila Franca de Xira. É também mais um motivo de expectativa para todos os aficionados.

JMT – Os toiros David Ribeiro Telles têm vindo a evoluir, creio eu, na busca de uma apresentação irrepreensível e de um comportamento que permite triunfos aos cavaleiros. Conto, por isso, com toiros pesados, mas equilibrados e com caras abertas, que são sempre do agrado dos forcados. Por outro lado, sentimos alguma apreensão pois estes toiros, colocando dificuldades na reunião durante a pega, por norma não transmitem essa dificuldade para as bancadas, passando a ideia de que a pega foi fácil quando, na verdade, exigiu muita correcção sobretudo do forcado da cara.

 

– Como classifica o actual momento do seu Grupo de Forcados?

PMG – O actual momento do Grupo é um misto de experiência com forcados bastante novos. É um período de renovação desde há 3 ou 4 anos, que devido à diminuição do número de corridas do Grupo, leva mais tempo a atingir a experiência nestes forcados, nos quais depositamos muitas esperanças. O futuro do Grupo está garantido, mas o presente está também assegurado pelos Forcados mais experientes. Por isso, convidamos todos os aficionados a marcarem presença na próxima quinta-feira, no Campo Pequeno.

JMT – É um pouco cedo para definir o actual momento do Grupo, pois só os toiros fazem essa classificação. No momento em que escrevo estas linhas levamos apenas 3 touros pegados em Vila Franca. Sim é verdade que treinámos muito e esses treinos foram muito produtivos, e também é verdade que as coisas nos saíram muito bem em Vila Franca. Mas também sabemos que basta um toiro para "desarrumar a casa". Diria que estamos humildemente confiantes na temporada de 2018 e com ganas de emendar a nossa actuação no Campo Pequeno da época passada.

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