Terça-feira, Novembro 29, 2022
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Caldas da Rainha: Emoção e seriedade as duas palavras que marcaram a noite

Abertura da temporada taurina na centenária praça de toiros das Caldas da Rainha este ano com organização da novel Empresa Derechazo. Corrida integrada nas festas da cidade que serviu também para homenagear o Cavaleiro Caldense Marco José no ano em que cumpre vinte anos de alternativa.

A Luís Rouxinol coube abrir a noite com uma vibrante lide a um toiro que veio um pouco a menos no final; uma lide em que utilizou os seus cavalos estrela rematada com um ferro de palmo e um grande par de bandarilhas; volta para Rouxinol e David Moreira que executou a primeira pega da noite ao primeiro intento pelo Grupo de Forcados de Vila Franca de Xira.

Marco José teve direito a música desde o início da sua lide na noite em que a Banda Filarmónica Comércio e Indústria das Caldas da Rainha estreou um pasodoble com o seu nome. Lidou um imponente Silva que saiu com uma impetuosidade de impressionar; lidou com valor e cravou ferros de grande nota; mesmo no final com toiro a descair para tábuas conseguiu estar por cima dele e terminar a sua atuação com saldo bem positivo. Volta para Cavaleiro e Francisco Mascarenhas Cabo dos Forcados Caldenses que efetuou a segunda pega da noite à primeira tentativa.

Ana Baptista brindou a sua lide a Marco José; prolongou uma atuação com pouca história a um toiro que não era fácil e que apresentava dificuldades de locomoção ao nível do membro anterior direito; com vontade em agradar ainda conseguiu terminar em plano razoável. António Faria filho do antigo Cabo Vilafranquense Jorge Faria brindou a sua pega também ao seu antigo Cabo José Carlos de Matos; na primeira tentativa o toiro passou-lhe à roda, a segunda é de arrepiar sofrendo forte derrote até tábuas, fica à terceira numa rija pega com o toiro a investir com uma velocidade impressionante.

Luís Rouxinol lidou com grande toreria um toiro que alternava entre o reservado e as fortes mangadas; pisou-lhe terrenos de grande compromisso e cravou ferros de excelente nota rematados de forma emocionante com o toiro a apertar fortemente. Uma lide para aficionados que mereceu aplaudida volta na companhia do Forcado da casa Vasco Félix da Costa que executou uma arrepiante primeira tentativa pegando à segunda numa grande pega.

O quinto toiro da noite foi um toiro sério a que Marco José impôs uma lide valente; ferros com emoção onde até os dois últimos violinos que cravou não foram como habitualmente de recurso mas sim de grande risco e emoção. Carlos Silva e João Maria Santos pegaram de cernelha à segunda entrada o quinto da noite. Volta para Cavaleiro e Forcados.

Ana Baptista não teve em noite sim; apesar do toiro também não lhe ter facilitado a vida a verdade é que a Cavaleira de Salvaterra sentiu algumas dificuldades em cravar a ferragem da ordem; sendo a única lide que não teve música. António Gonçalves da Cunha dos Forcados das Caldas pegou praticamente sozinho o último toiro da noite com as ajudas a entrarem já quando o toiro estava pegado.

O público preencheu as bancadas em quase três quartos. Numa corrida em que houve emoção fruto do sério e bem apresentado curro dos Herdeiros do Dr António Silva.

 

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