Campo Pequeno: Gilberto Filipe cantou mais alto em noite aniversário dos Forcados de Lisboa

Campo Pequeno, corrida de homenagem ao emigrante e comemorativa dos setenta anos do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa. Começou a noite com uma lide a dou de Filipe Gonçalves e Sónia Matias a um toiro que apenas perseguia e não se empregava na altura das sortes, com bons ferros mas também com algumas passagens em falso lá se foi desenrolando uma lide rematada com dois ferros de violino, um por cada um dos artistas.

Sónia Matias teve uma lide em crescendo e que chegou fortemente ás bancadas, lidou um toiro que colaborou e que Sónia foi aproveitando sempre mais, principalmente quando sacou o seu espectacular cavalo “Atrevido” e com ele cravou dois ferros em sorte de violino que o público bastante aplaudiu.

Ana Batista lidou um toiro mal visto, ao qual, principalmente no inicio da lide teve algumas dificuldades em cravar a ferragem da ordem, foi depois na ferragem curta que andou com certa regularidade que não chegou para que Ana desse volta de agradecimento, quanto a nós foi uma atitude bastante acertada. Gilberto Filipe viu o seu toiro sair com nítidas dificuldades motoras pelo que foi prontamente devolvido aos currais; lidou depois o quarto toiro da noite e também o mais pesado com quinhentos e quarenta e cinco quilos, e foi uma grande lide a de Gilberto Filipe, com cites de praça a praça e ferros de grande nota, uma lide perfeita e um triunfo que pede mais oportunidades a este Cavaleiro do Montijo, foi o triunfador da noite sem sombra de dúvidas.

Filipe Gonçalves também lhe tocou em sorte um bom toiro, uma lide com várias tonalidades, com alguns dos seus adornos característicos á qual faltou apenas um pouco de afinação, rematada com um par de bandarilhas e um ferro de palmo a pedido do público.

Ana Batista e Gilberto Filipe entenderam-se bastante bem na lide a duo que fechou a corrida, um toiro que não complicou a que ambos os artistas deram a lide adequada, o público pediu mais um ferro ao que cavaleiros acederam e fecharam assim da melhor maneira esta noite de toiros.

A ganadaria Canas Vigouroux trouxe a Lisboa um bem apresentado curro com desigualdade de comportamento, sendo de destacar pela positiva o sobrero lidado em quarto lugar por Gilberto Filipe.

Pegava em solitário na comemoração dos seus setenta anos a pegar toiros o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa abrindo como manda a tradição o seu Cabo Pedro Maria Gomes que na segunda tentativa ficou inanimado no centro da arena vivendo-se assim grandes momentos de pânico e angustia. Felizmente nada de grave se veio a revelar depois de ter passado por uma unidade hospitalar da capital. Foi dobrado nesta primeira pega da noite pelo seu irmão Gonçalo Maria Gomes que pegou á primeira tentativa. João Luz pegou á segunda tentativa, seguindo-se Pedro Gil á primeira tentativa. A pega da noite foi desse valente forcado que se chama Pedro Miranda, com a pena de ter sido a última, uma despedida emocionada e sentida de um Forcado que fica com o seu nome bem marcado na história da forcadagem.

Francisco Mira quis rectificar a sua primeira tentativa (que quanto a nós e ao público tinha valido) e foi á terceira dura tentativa que conseguiu efectivar a pega. Foi Daniel Batalha que encerrou a noite com uma pega é primeira tentativa.

Boa entrada de público a rondar os três quartos das bancadas preenchidas, entre o público estava no camarote presidencial o Arquitecto Manuel Salgado que representava o elenco da Câmara Municipal Lisboeta. Câmara de Lisboa e também o estado Português que reconheceram em vida os méritos taurinos de Nuno Salvação Barreto fundador do Grupo de Forcados de Lisboa atribuindo-lhe a medalha de Mérito Cultural.  

Para ver

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*