Terça-feira, Novembro 29, 2022
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Campo Pequeno tenta terminar com manifestações mas “o tribunal entende que não é um processo urgente”, diz a Administradora (c/som)

Foto: João de Sousa (Infocul)

Na passada quinta-feira, um individuo identificado como activista anti-taurino invadiu a arena do Campo Pequeno, no entanto este não é o único acto anti-taurino com que o Campo Pequeno se vê a braços, pois em todos os espetáculos taurinos realizados naquele tauródromo, um conjunto de pessoas, em número reduzido, manifestam-se contra as touradas. Manifestações sistemáticas à porta do Campo Pequeno que têm incomodado não só os aficionados como também os lojistas, dado o barulho feito por estas pessoas.

O Toureio.pt falou com a Administradora do Campo Pequeno, Paula Resende, que nos disse que “eu compreendo que os aficionados fiquem extremamente incomodados, não são apenas os aficionados. Posso dizer que nós temos a Praça de Touros mas além da praça de touros temos um centro comercial, temos 80 lojistas, temos 20 restaurantes e temos realmente várias queixas dos restaurantes que enfim recebem queixas dos seus clientes que não podem calmamente jantar na esplanada porque são incomodados.”

A Administradora acrescenta que “a Câmara Municipal de Lisboa pura e simplesmente diz que eles têm o direito de se manifestar. O Direito de se manifestar que eles fazem, na minha opinião, não é legal”, esclarecendo que “o que eles fazem é, imediatamente no dia a seguir a saberem o nosso calendário enviam para a Câmara Municipal [o pedido de manifestação], a lei diz que têm que ser cinco entidades, eles enviam cinco assinaturas, algumas delas até são decalcadas, eles enviam para a Câmara Municipal e dizem que neste dia vamos lá estar e depois não respeitam, na minha opinião, a verdadeira acepção do verdadeiro direito da manifestação.”

Paula Resende afirma que “manifestar não é agredir as pessoas verbalmente. E eles agridem as pessoas verbalmente. Eles chamam, muitas vezes, nomes como assassinos, filhos disto, filhos daquilo, filhos de aquele outro, e isto para mim é uma agressão verbal. Eles não podem fazer isto, na minha opinião”.

Questionada sobre o que o Campo Pequeno tem feito para terminar com estas manifestações, a Administradora diz que “como administradora intentei duas acções judiciais. Uma, um procedimento cautelar, que é uma forma muito rápida para tentar travar esta forma, eu não quero travar a manifestação, quero travar é esta forma de manifestação. Foi indeferido”, esclarecendo que “neste caso foi porque um procedimento cautelar é um processo urgente e o tribunal entende que não é um processo urgente. Disse que era um processo que podia ser julgado de uma forma não urgente e portanto de uma forma normal. E a acção continuou. Nós perdemos o procedimento cautelar, mas a acção está intentada e portanto eu não sei se são, dois, quatro ou seis anos…eu sou jurista e sabemos como são as acções em Portugal. Mas o que lhe posso dizer, é que o que podemos fazer, nós fazemos.”

Sobre se a PSP envia os relatórios das manifestações relatando de facto o que acontece á Câmara Municipal, Paula Resende diz que “o que a PSP me diz é que a Câmara Municipal recebe e delega na junta de freguesia e a junta de freguesia sinceramente não sei o que é que faz. Aquilo acaba por ser uma pescadinha de rabo na boca porque ninguém… A PSP diz-me que pode fazer pouco, que aquilo que podemos fazer é o que já fizemos, que é recorrer ás instancias judiciais, mas que podem fazer pouco porque eles têm que anunciar que nos dias tais, tais, tais se vão manifestar… o problema é que a forma como se manifestam não é a forma correcta de se manifestarem ou a forma como o direito de se manifestarem está titulado, nomeadamente nas palavras de ordem que eles dizem, nomeadamente na intensidade do som que utilizam, porque utilizam decibéis que acho que não são permitidos.”

 

 

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