Candidatura da Tauromaquia a Património Cultural Imaterial de Portugal será apresentada “nos finais do ano que vem, princípios de 2020”, diz Luis Capucha (c/som)

No ano de 2017 um projeto relacionado com a Tauromaquia venceu no âmbito do Orçamento Participativo uma verba de 200 mil euros para dar início ao processo de inventariação e classificação dos elementos relevantes que caracterizam a cultura tauromáquica.

Este projeto que tem uma duração de 24 meses e que visa promover o levantamento dos elementos de referência cultural tauromáquica presentes em territórios não localizados nos municípios.

O Toureio.pt falou recentemente com Luís Capcuha, Presidente da Associação das Tertúlias de Portugal, a fim de saber em que fase estava este projeto, tendo este respondido que “o processo está praticamente a meio, nós temos neste momento montada toda a infraestrutura que irá suportar os materiais que serão carregados e trabalhados para constituir a candidatura, digamos assim, o processo de candidatura conta com muitas pessoas de referência da festa que escreveram textos que vão dar entrada aos diversos elementos que compõem esta candidatura”.

Luís Capucha refere ainda que neste projeto “vamos desde do toiro e da sua criação até ao momento em que chega à praça, tudo o que se passa com ele e com as pessoas que interagem com ele e que interagem umas com as outras para que haja a corrida, até depois ao desfecho que são as tertúlias, que é a arte que se produz em torno da festa e também ao destino do toiro depois de ser lidado, portanto é um mundo muito vasto.”

Concretamente sobre o que está a ser feito o dirigente afirma que “estamos de facto a recolher toda a informação para numa fase posterior começar a sistematizar de forma a dar-lhe coerência, porque agora o que temos é muitas horas de filmes, milhares de fotografias, documentos escritos de todo o tipo, ainda queremos ter muito mais, porque nós temos uma pequena parte daquilo que é preciso (…) para fazer uma boa candidatura que possa efetivamente ser aprovada e ganhar, e depois integrar uma candidatura mais alargada com a França e com a Espanha à UNESCO.”

Questionado sobre a data para entrega da candidatura nacional Luís Capucha declarou que “terá que ser apresentada nos finais do ano que vem, princípios de 2020.”

 

 

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