“Cortes, goste-se ou não, é um nome honrado e que anda na tauromaquia com verticalidade”, diz Francisco Cortes

No próximo sábado, a Praça de Touros de Estremoz vai receberá uma corrida de touros à portuguesa, na qual o cavaleiro Francisco Cortes comemorará 25 anos de alternativa.

Neste sentido, o Toureio.pt entrevistou com Francisco Cortes, a fim de abordar os 25 anos de alternativa, bem como da corrida de sábado.

Francisco Cortes começou por falar na corrida do próximo sábado, dizendo que augura “um bonito espetáculo, em que todos possam triunfar e que o público corresponda e desfrute”.

Sobre a preparação para esta corrida, o cavaleiro de Estremoz salientou que tem sido “intensa e difícil, pois é a primeira corrida do ano, o que é sempre mais difícil”, acrescentando que “os toiros são de uma ganadaria que não oferece facilidades, os cavalos são novos, a corrida é  na minha terra, juntos dos meus e depois a preparação do meu filho, que está muito no seu início, ou seja, por tudo isto a pressão é muita, assim como a exigência.”

Já sobre a atual quadra de cavalos, Cortes revelou que “temos uma quadra que penso que pode corresponder às exigências, o destaque vai para o mais veterano da minha quadra o Gatsby mas também o Dakar”, salientando ainda que espera “estrear um cavalo  novo em que acredito muito que se chama Jabotão”.

Sobre o cartel de Sábado, Francisco Cortes afirmou que “foram aqueles que quiseram participar nesta festa e estar junto a mim neste dia tão especial e significativo para mim”.

Ao falar do seu filho, Francisco Maldonado Cortes, que também atua nesta corrida, Cortes descreve-o como “muito aficionado, gosta muito de tourear, mas o futuro terá de passar por concluir o curso que está a tirar e se, se sentir a gosto neste meio, ir toureando também.”  E como “os meus filhos são o meu maior tesouro tê-lo a meu lado nesse dia, é um enorme presente que a vida me oferece.”

Já sobre estes 25 anos de alternativa, Francisco Cortes disse que “fiz o que amo durante estes 25 anos e só por isso vale bem a pena”, no entanto quando questionado se sente injustiçado, não hesitou e afirmou que “sim, sinto me injustiçado”.

Se o nome Cortes abriu ou fechou portas, Francisco disse que “na vida nada é só vantagens ou só desvantagens. O nome Cortes, goste-se ou não, é um nome honrado e para mim é uma honra fazer parte duma família que anda na tauromaquia e na vida com verticalidade”.

Ainda sobre os 25 anos de alternativa, Francisco Cortes salientou que “a perfeição não existe em nada, é isso que nos faz tentar superar todos os dias”, apontando como “grande referência o meu pai pelo seu percurso de vida. Na tauromaquia todos são referência, como todos aprendemos algo, basta estar atento.”

Sobre o futuro da tauromaquia e sobre novas promessas, o cavaleiro de Estremoz disse que “tem que haver uma maior aposta, por parte das empresas, em quem quer ser toureiro, sem essa aposta não vai haver futuras figuras” e aconselha os mais novos a “ter humildade sobretudo nas horas boas, porque aí é quando há tendência ao deslumbramento, que por norma antecede a queda.”

Cortes termina convidando os aficionados a irem a Estremoz, “apoiar a nossa cultura, a irem apoiar a Portugalidade em tempos de globalização e tendência para a monocultura.”

Concluiu felicitando os leitores do Toureio.pt por “recorrerem a um site que há longo tempo está na tauromaquia com seriedade, muita afición e sabedoria.”