Defender a Tauromaquia tapando o Sol com a peneira?

“Fala a verdade, mas se for algo sobre mim… vê-la o que dizes”, esta bem podia ser uma frase utilizada pela maioria dos intervenientes na Tauromaquia portuguesa, no que concerne à imprensa taurina.

Actualmente a Tauromaquia portuguesa tem um défice de imprensa taurina. Tem, na sua maioria, blogues e sites, que vão dando umas notícias em jeito de publicidade e vão postando fotografias e trabalho jornalístico… pouco, mas não irei comentar mais blogues e sites, pois não seria ético estar aqui a dizer quem é melhor, quem é mais visitado ou quem dá as noticias primeiro, porque não somos todos iguais e aqui no Toureio.pt respeitamos o próximo, mesmo que os outros sites não o façam.

Infelizmente a escassez de trabalho jornalístico leva a que os intervenientes da festa brava em Portugal trabalhem de forma amadora, sem qualquer tipo de noção de como funciona um Órgão de Comunicação Social.

Um Órgão de Comunicação Social é, na sua génese, um espaço onde se informa com verdade e independência e de facto é isso que os intervenientes da festa reclamam, imprensa que diga a verdade e que seja imparcial, mas se essa verdade lhes tocar… Epá! Cai o Carmo e a Trindade!

E vamos a um exemplo, um jornalista escreve sobre uma corrida de touros. Toureiro X está menos bem, escreve-se esse facto e passadas algumas horas da sua publicação liga o toureiro X a reclamar que se lhe faltou ao respeito e se isto não bastasse, no final do telefonema chegamos à conclusão que esse toureiro X não leu o que foi escrito, apenas alguém lhe disse de forma distorcida o que estava escrito… Mas todos reclamam que se escreva a verdade… dizem que a bem da festa…

Ainda outro exemplo, uma instituição Y realiza um espectáculo apoiado por uma entidade pública, que apoia uma coisa e sai outra, essa entidade denuncia o sucedido, o Toureio.pt noticia e somos logo interpelados por um dos responsáveis a dizer que não o devíamos ter feito e que não estamos a defender a festa e depois utiliza-se a frase da praxe “não são os anti taurinos que destroem a festa, são os que estão dentro da festa” e ainda acrescenta “estas noticias em nada abonam para a Tauromaquia”…. Ora perante isto eu pergunto caro leitor, o que não abona? A notícia dada a constatar um facto? Ou um espectáculo em que se anunciava uma coisa e depois, sai algo pouco digno e que teve o apoio de dinheiros públicos?

Este são apenas dois exemplos do que se vai passando na relação entre a imprensa taurina e os intervenientes na Tauromaquia.

Perante exemplos como o que vos relatei, eu pergunto, o que precisamos para a Festa Brava? Uma imprensa que seja imparcial e verdadeira? Ou uma imprensa bajuladora e que foge à verdade a troco de entradas para a família, em troco de euros e sabe-se lá mais o quê?

Para concluir devo dizer que só se defende realmente a Festa Brava dizendo a verdade, denunciando problemas, colocando o dedo na ferida para estancar o sangue, caso não queiram que sejamos assim… paciência! Seremos assim e não desistimos! Só assim ganhamos a confiança de quem nos visita e só assim defendemos realmente a Tauromaquia.

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