E de repente algo acontece!

Ao que parece algo está a acontecer por parte das gentes da Festa.

De Espanha veio um bom exemplo com a saída à rua de uma enorme manifestação de artistas e aficionados por todo o país. Cá, pelos vistos, está a preparar-se uma manifestação parecida, também por todo o país, tendo à cabeça a associação de grupos de forcados e os próprios grupos a levarem a cabo acções de protesto junto às Praças de Toiros das suas terras.

Dia 27 de Junho será o dia da dita manifestação nacional.

Estarei na Moita e dar-vos-ei conta do que por lá vir.

Vamos lá a ver se não se muda de ideias, como foi ainda não há muito tempo no Campo Pequeno, com propostas “assinadas em papel molhado” como diz o poema.

Não adianta vir dizer que até ao fim do mês vai haver novidades.

Já devia ter havido ontem!

Se conseguirmos tomar as rédeas das nossas vidas, o futuro será o que nós quisermos. Não nos servem mais as desculpas esfarrapadas das distâncias sanitárias, pelo que temos visto e em especial neste fim-de-semana, essa tese só serve para a tauromaquia.

Alguém está a trabalhar nas tais regras que hipoteticamente sairiam até ao fim do mês? E se não saírem? Continuamos a confiar eternamente em quem não nos dá confiança, de que cumpre a sua palavra?

Quanto às regras, digam quais são que nós cumprimo-las!

Tenho a certeza que seremos mais fortes de que os papões com que nos amedrontam e tenho a certeza de que essa força será demostrada no próximo sábado. Todos, não seremos de mais!

É preciso que nesse dia toda a gente da festa diga de sua justiça e diga, antes de mais, presente!

Havemos de mostrar que não são apenas alguns dos habitantes deste jardim à beira mar plantado, que gostam de toiros, mas que somos muitos mais!

A nossa cultura pode e deve ser guardada pelos nossos guardiões que são quem a executa e quem a transmite e divulga.

Dizia alguém que quem não se dá a conhecer não existe. Nós, órgãos de comunicação, temos esse dever e esse direito de fazer existir a arte dos toiros, para quem não a pode ver de perto.

Quem vê e escreve sobre a festa transmite-a aos outros, de modo que ela não perca a sua identidade e a sua cultura, mesmo aos que estão a muitos quilómetros do fenómeno em si e como tal, também tem a obrigação de transmitir o que se faz para a sua defesa; havemos de transmitir com mais força ainda, quando vencermos a “guerra” que é composta destas batalhas.

Agora, mais que nunca, resta-nos a força da nossa razão.