Ego meu, ego meu, que consegues ser mais forte que a Tauromaquia

Há uns dias atrás, num jantar tertúlia, alguém me questionava sobre o facto de eu, com periocidade, não agarrar numa caneta ou um teclado de computador e não escrever um editorial, pois raro é o meio de comunicação que não têm um escrito do seu diretor. Na altura respondi, que por várias vezes já o tinha tentado, mas como é sabido de todos a escrita não é o meu forte e então nunca insisti em faze-lo. Mas como com força de vontade e atitude tudo se faz, aqui estou eu, numa nova investida no que à escrita diz respeito.

Confesso que antes de me debruçar sobre o tema que hoje vos trago, tinha escrito um artigo sobre um tal homem que saltou à arena do Campo Pequeno, e sobre a passividade de todos nós, perante os ataques anti-taurinos, mas pensei que ao publicar tal artigo iria dar importância a uns indivíduos que não a merecem e iria passar a mensagem que essa gente tanto quer.

Confesso também que o referido artigo que já estava elaborado e tinha precisamente o mesmo titulo que este que hoje vos apresento, curioso ou não… é um título que se enquadra nos dois artigos.

Todos sabemos que é muito bom alimentar o nosso ego, ficamos tão bem… sejamos nós a autoalimenta-lo ou seja alguém que em jeito de bajulação o faz, mas o que interessa é o ego estar em alta.

Sempre fui uma pessoa com os pés muito bem assentes no chão e com a máxima noção de como são as coisas e como elas estão, nunca senti necessidade de mostrar que este site seria o melhor ou o mais visitado, sempre tudo com tranquilidade e com o máximo de discrição, pois existimos para divulgar e apoiar a Tauromaquia, não para nos autopromovermos.

Muitos dizem que a Festa Brava não está a passar um bom momento, eu reafirmo isso, e digo mais, já bateu no fundo, mas espero que se consiga reerguer, apesar dos próximos tempos não serem fáceis, pois continua a faltar algo que a Festa precisa: emoção e um ídolo, que para mal de todos nós, tarda em não aparecer

Li agora, um artigo de opinião de um jovem escriba que por “Naturales” dizia, que a culpa da festa estar assim é “coletiva”, eu subscrevo tal afirmação, pois todos têm contribuído para que a Festa Brava não esteja tão bem quanto se desejava e a imprensa não se excluiu da lista de culpados.

É com mágoa que digo que a classe da imprensa taurina também se insere nessa lista de culpados, mas infelizmente é assim, tudo porque o ego se sobrepõe à Tauromaquia; se não vejamos…, quantas vezes nas reportagens do social, que também têm o seu espaço, se vêm sempre as mesmas pessoas e até mesmo os diretores das publicações? Todos a gozarem de uma enorme alimentação de ego e a Tauromaquia em que posição fica?

Outra das situações é a guerra de audiências; quem terá mais visitantes? Quem é o mais velho? Quem bateu records? E os aficionados questionam, que interessa isso para a valorização da Tauromaquia? É certo que é sempre importante para a valorização do órgão de comunicação, mas apenas quando são explanados dados externos e realizados por entidades independentes.

São duas situações que em nada favorecem a Tauromaquia, como digo, apenas alimentam o ego.

Continuando a falar de imprensa taurina e como diz o ditado “quem não sente não é filho de boa gente”, e no tal artigo que à pouco referi, toca-se numa ferida que por vezes me doí e hoje decidi falar do assunto. Dizia então esse jovem escriba, alimentando também o seu ego, que o sítio onde escrevia mantinha “um conceito fiel e digno à verdade, honesto e verdadeiro para com os seus leitores, não carecendo de amizades ou estadia”, pois bem nos últimos anos muitas têm sido as situações deste género em que se generaliza, ou seja, são todos iguais só eu é que sou sério.

Infelizmente não preciso de dizer que é verdade que acontece, alguns escrevem de acordo com os euros, algo que não condeno, pois precisam de se sustentar, mas quem perde é a Festa Brava. Contudo, é preciso ter cuidado, e não se pode colocar tudo no mesmo saco, pois não somos todos iguais e não admito que isso aconteça, pois pela parte que me toca orgulho-me de em 12 anos de informação taurina nunca ter recebido um cêntimo para escrever bem deste ou escrever mal daquele, porque também há quem o faça.

Infelizmente quando alguém escreve algo do género, “existem sites que não dizem a verdade e são pagos para isto e para aquilo”, então quem escreve isto, que tenha a coragem de citar nomes e denunciar, isso sim seria a favor da festa. E este é outro dos males da Festa Brava em Portugal, pelas costas fulano faz isto e aquilo, o outro recebe isto ou aquilo, ou copiou isto ou aquilo, mas nunca há a coragem de citar nomes e denunciar publicamente, porque quando escrevem para o publico generalizam sempre, deixando sempre o seu Blog ou Site de fora e até muitas vezes é nesses sítios onde se sofre de fanatismo agudo ou se recebe algo. Tenham coragem de uma vez por todas e denunciem, deixem de generalizar, porque o Toureio.pt não se inclui no “sistema” referido. Orgulhamo-nos de ser independentes, não recebemos de ninguém, não sofremos de fanatismo nem “limpamos as botas a ninguém”.

Ao escrever este meu desabafo, não pensem que estou a alimentar o meu ego, pois como ao longo destes 12 anos puderam constatar, nunca senti essa necessidade e não era agora que o iria sentir, e já agora que ganhei embalagem na escrita, irei colocar mais vezes o dedo nas feridas, porque o meu ego e o do Toureio.pt está colocado de parte, nós aqui pensamos na Festa Brava e é por ela que aqui nos mantemos há doze anos….

Até breve!

 

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