Em Évora “cantaram” os rouxinóis

A última corrida da temporada começou com uma homenagem aos trinta anos de alternativa do Cavaleiro Rui Salvador com palavras proferidas pelo Critico Francisco Morgado; foi prestada também homenagem com um minuto de silencio em memória de Augusto Gomes Jr, pioneiro do toureio apeado Português em Espanha, assim como em memória de José Maria Manzanares.

Rui Salvador abriu a tarde depois de brindar a José Carlos Amorim seu apoderado de toda uma vida, lidou com garra um toiro encastado que pouco transmitia e deixou ferros de boa nota com destaque para o curto cravado em terceiro lugar, esteve por cima do oponente com agrara e saber de sempre.

Luis Rouxinol terminou em grande a sua temporada, uma actuação de luxo, em que o Cavaleiro de Pegões ficou mais uma vez á frente do escalafón com cinquenta e uma corridas; recebeu de forma extraordinária levando o toiro na garupa escutando logo grandes aplausos, dois compridos de estalo e música logo no primeiro curto, no segundo colocou a praça em pé, aproveitou com sabedoria as investidas soberbas do astado, uma lide para recordar que terminou com um ferro de palmo e o tradicional par de bandarilhas; triunfo gordo.

Francisco Núncio sentiu algumas dificuldades inerentes a quem pouco toureia, principalmente quando se tem pela frente toiros sérios e a pedir contas, ainda assim andou com desembaraço e cravou a  ferragem da ordem.

Vitor Ribeiro em dia de aniversário teve uma lide um pouco abaixo daquilo que lhe vimos toda esta temporada, contudo foi uma actuação bem positiva.

Tomás Pinto é um dos jovens que mais arrisca, bregou em terrenos apertados, sempre na cara do oponente, cravou como mandam as regras; o terceiro curto é o ferro da corrida, uma grande lide que chegou fortemente ás bancadas.

Mateus Prieto andou pouco mais do que regular na sua passagem pela arena de Évora, deixou alguns ferros de boa nota mas faltou a inspiração, terminou com um ferro em sorte de violino que foi o que mais agradou.

O praticante Luis Rouxinol Jr que se apresentava na Arena de Évora colocou logo a fasquia elevada recebendo á porta gaiola o último toiro da temporada; cravou dois compridos de grande nota; no primeiro curto meteu logo a Banda de Alcochete a tocar, na preparação para o segundo sofre um forte embate de que resultou enorme queda felizmente sem consequências, não acusou o acidente, elevou-se e lidou com um saber próprio de muito poucos, fechou assim com chave de ouro a temporada taurina 2014.

Os forcados de Évora pegaram os seus quatro toiros todos á primeira tentativa: João Madeira, Rui Gomes, Ricardo Sousa, com uma excelente primeira ajuda e … Gonçalo Rovisco que efectuou a última pega da temporada também com chave de ouro, uma rija e estóica pega que todos vamos recordar, um forcado muito jovem que se iniciou este ano mas que já mostrou bem aquilo que vai ser, fixem o nome Gonçalo Rovisco!

O outro Grupo em praça Aposento da Moita executou as suas pegas por intermédio de Salvador Pinto Coelho á terceira tentativa, José Maria Bettencourt e José Henriques pegaram ambos á primeira tentativa.

A corrida contou com um pouco mais de meia casa naquela que era a primeira corrida CERCIDIANA.

Não se notou a demora das cerca de três horas e meia que durou a corrida, pois a emoção e o perigo ingredientes necessários ao toureio, estiveram sempre presentes, e quando assim é… ficou apenas o esquecimento só pode, do Sr Director de corrida, que depois de legitima advertência lá sacou o lenço azul para a mais que merecida volta do ganadeiro, pois foi um curro extraordinário.

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