Quarta-feira, Agosto 17, 2022
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“Em muitos casos encontrei mais “circo” do que coragem”, afirma João Gil ao explicar comentário

No passado domino, o músico João Gil surpreendeu todos com um comentário nas redes sociais direcionado para os “cavaleiros da tauromaquia”.

Um comentário que causou algum alvoroço no meio taurino e que levou, João Gil, a explicar o seu comentário.

Uma mensagem que passamos a transcrever na íntegra:

“Boa Tarde a todos,

Ontem, tuitei que os cavaleiros da tauromaquia  se deviam dedicar à disciplina de Dressage … e pronto, já se sabe. Acho que fui um pouco provocador , reconheço.

Participei há uns tempos num encontro no Campo Pequeno e voltaria a aceitar o convite com muito gosto.

Convém então deixar claro a minha opinião acerca da Tourada e seja o que Deus quiser.

Venho da Covilhã como é por muitos sabido e ao longo dos anos fui construindo uma opinião acerca da Tourada, opinião essa  que evoluiu nalguns aspectos.

Assisti a muitas touradas tanto em Portugal como em Espanha e por muitas vezes fiquei galvanizado pela  arte de tourear a pé e pela coragem de pegar um touro bravo.

Não é preciso recorrer à Literatura, Pintura ou Música para compreender ou defender o ritual .

Nunca apreciei a parte do toureio a cavalo e em muitos casos encontrei mais ” circo ” do que coragem apesar de reconhecer o mérito de lidar a cavalo.

Compreendo os argumentos dos defensores dos animais, e dos que condenam o espectáculo que envolve animais e acima de tudo compreendo a evolução da sociedade em todos os seus aspectos.

Como se pode ver, estou dividido num aparente turbilhão contraditório e é nesta confusão de estado de espírito que defendo a continuação da Tourada em moldes diferentes:

Eliminar o sangue da Praça através dos velcros no animal e na ponta dos ferros.

Assim, salvamos a Festa e toda a indústria que existe à sua volta.

Sei que tudo isto é polémico e para muitos absurdo mas é no debate que se pode encontrar a Luz.

É no entanto inaceitável a intimidação dos que apenas vêem uma cor e recorrem ao insulto como prática comum.”

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