Domingo, Outubro 2, 2022
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Em Paio Pires nada de novo

A 27 de Março, teve lugar em Paio Pires um festival taurino de beneficência, em favor do clube da terra – Paio Pires Futebol Clube, proprietário da praça. Este acontecimento serviu também para homenagear, postumamente, o senhor Vitalino Padilha, aficionado e benemérito reconhecido.

Os novilhos deram jogo desigual, sendo o de Murteira Grave lidado em terceiro lugar e que coube em sorte a Telles Bastos, o que melhor jogo deu, não se cansando de investir.

A Ana Batista, coube-lhe abrir o festival mas o de Passanha não queria muita briga e procurou cedo o conforto das tábuas. Foi preciso muito querer para por a ferragem da ordem.

Para pegar o novilho Válter Rico, Cabo do Real Grupo de Moura, escalou Gonçalo Malato e só à terceira tentativa consumou o seu intento.

Não deram volta.

Gilberto Filipe, veio para tourear o segundo da ordem; um canas Vigouroux talvez o mais pesado do festival e a pedir contas.

Foi possível ver tourear com calma e bem, tendo terminado com dois quiebros, que fazem as bancadas aplaudirem. Termina com um violino e um palmito.

Pedro Reis, cabo dos Amadores do Aposento da Chamusca, escalou Alexandre Mira para pegar este novilho. A pega até pareceu fácil, tais os modos do forcado da cara e o comportamento do grupo.

Volta para cavaleiro e forcado.

Manuel Telles Bastos, toureaou o terceiro da ordem; um Murteira Grave que não se cansou de investir.

O artista começou a função com dois ferros à tira e foi desenvolvendo o seu toureio, passando para ferros a quarteio, quando se tratou de colocar os curtos.

As sortes saíram vistosas e Telles Bastos soube dar a lide conveniente ao seu opositor,

Para pegar o Murteira Grave e dobrando um companheiro, Miguel Mourinha foi o escolhido por Ricardo Cardoso e pegou à primeira tentativa.

Volta para o cavaleiro.

Miguel Moura toureou um Fontembro que deu alguns bons ferros mas com falta de forças não dava brilho às sortes. O toureiro começou com vagares a dar a primazia ao seu oponente, conseguindo alguns bons ferros. Termina com dois palmitos

Do grupo Real de Moura, salta Ismael Amador que embora não conseguindo os seus intentos à primeira tentativa, conseguiu  uma pega com o grupo a ajudar como um todo.

Esta pega foi brindada à família do homenageado nesta tarde.

Para tourear em quinto lugar, tínhamos o cavaleiro praticante António Ribeiro Telles (filho).

O novilho, um Prudêncio, lesionou-se antes de se cravar qualquer ferro, pelo que foi devolvido aos currais. Assim sendo, saiu um sobrero de Joaquim Brito Paes a encerrar a tarde.

O novilho era voluntarioso mas com pouca força. As sortes foram bem desenhadas e nota-se que há ali matéria para nos proporcionar boas lides. O quarto dos curtos foi um sesgo que ficou na retina.

Pegou este novilho o André Cláudio dos de Monsaráz, com tudo bem feito à primeira tentativa.

Para o que deveria encerrar a contenda, veio o cavaleiro amador Francisco Maldonado Cortes, tendo-lhe cabido em sorte um novilho muito pequeno que obrigou o cavaleiro a aprimorar a pontaria para conseguir por a ferragem da ordem e como era inevitável a ferragem ficou espalhada pelo corpo do novilho. O cavaleiro é jovem mas as maneiras estão lá. Que “cresça” e vamos ter mais um Maldonado Cortes fazendo coisas bonitas.

Tomás Duarte dos do aposento da Chamusca, fechou-se bem à primeira tentativa.

Não houve volta. O espectáculo foi dirigido por Tiago Tavares, assessorado pelo veterinário Carlos Santos.

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