Entradas: Ganadero Joaquim Alves e Forcados de S.Manços!!

Mais um ano a desmontável instalada em Entradas registou uma boa entrada à vista, tendo em conta que a RTP transmitiu à mesma hora em direto outra corrida da Póvoa de Varzim. Teria sido uma enchente.

Corrida de poucos momentos de euforia popular,  não se viram lides espetaculares, mas ninguém saiu defraudado, bem pelo contrário. Apesar de atualmente muitos não saberem… lidar toiros também é isto!

O curro do Sr. Joaquim Alves, das divisas Pinto Barreiros e São Torcato, saiu bem composto de carnes, bem apresentado e com muito motor e transmissão. Lidou-se também um novilho de Brito Paes. Foi complicado pela mansidão e sentido evidenciado o primeiro. Sendo muito diferentes os restantes e para bem melhor (se os tivessem deixado sair mais de largo e com vantagens teria outro galo cantado e para melhor, em termos do envolvimento do espetáculo), justificando-se a chamada à praça, no ultimo, de "Nini" Alves, na plenitude. o 1º, com génio e maldade, o 2º, encastado, com muita raça e codicioso, 3º, codicioso, nobre e enraçado, 4º (novilho de Brito Paes) manso, sem se fixar e a defender-se, 5º, codicioso, colaborante e encastado,6º, reservado a deixar-se lidar e o 7º(sobrero) nobre, voluntarioso e com som. Grande temporada 2014 leva esta casa criadora de bravo!!

Rui Salvador (homenageado ao intervalo pelos 30 anos de carreira) despachou o seu primeiro, era o que havia a fazer. No seu segundo alcançou ferros de boa nota, com destaque para os 2º e 3º curto, a aguentar e a executar num curto espaço. Atuação madura e empenhada. Foi ovacionado em ambos com reconhecimento.

Luis Rouxinol lidou o seu primeiro em plano regular, com um bom toiro que incomodava pelas saídas extemporaneas e dificultava a brega por não se fixar, tal a casta que tinha dentro. No seu segundo guardou o triunfo cavaleiro da noite, ao aproveitar ao máximo um parceiro à medida. Bem em tudo, foi um passeio que terminou adornado pelo par antes do palmo (que terá sido a mais). De qualquer forma foi o triunfador.

António B. Paes teve uma noite regular, sem a chama de outras recentes, mas sem comprometer. Melhores momentos no seu primeiro, mais claro e solicito, onde deixou momentos do que vem sendo a sua temporada. No seu segundo teve de porfiar, para colocar algum brilhantismo em lide de um toiro mais reservado, que se deixou.

Joaquim B. Paes lidou um nivlho da casa que em nada o ajudou. Ainda muito verde, menos de um ano de toureio em publico, andou desembaraçado, diligente e resolveu a papeleta sem comprometer.

Coadjuvaram as lides: José Bartissol, Ricardo Andrade, David Antunes, Josué Salvado, Luis Brito Paes, João Bretes, Júlio André e João Curto.

Nas pegas um treino intenso para os caras e ajudas. Os toiros tiveram motor, ímpeto, mas muita nobreza nas investidas e viagens para dentro do Grupo, sem problemas. Se várias tentativas houve nalguns toiros e outras mais não houve noutros, foi porque os ajudas geralmente compuseram os crassos erros dos caras (excepção a o 1º de S. Manços e ao 2º de Beja, técnicamente bem), de resto, uma "pobreza franciscana" de conhecimentos e saber estar, por parte dos caras, diante de um toiro. E estes permitiam pegas lindas, se técnicamente mandassem nas saídas dos toiros, os toureassem na investida, se dobrassem e templassem com o corpo as reuniões. Felizmente ninguém teve lesões de maior, mas poderia ter acontecido por culpa própria. O ser à 1ª não significa correção e contabilizar só pelo número de tentativas, é um erro de desconhecedor. 

Por S. Mansos um pegão enorme de Manuel Vieira no primeiro, mau, manso de solenidade, saiu para o "comer" e desfeitar "sem pedir licença", o forcado reuniu bem e isso valeu-lhe enrolar-se na cara e aguentar viagem de derrotes secos e para baixo, com muito vigor e a fugir ao Grupo logo desde as primeiras, crucial a entrada e resistência do rabejador, foi mais de meia pega. Num misto e à 3ª, na pega do novilho, Miguel Gil e fechou Rui Freixa a dobrar Nuno Coxinho, num total de duas tentativas. Por unanimidade o Júri atribuiu aos A. de São Manços o troféu ao melhor grupo (como deve de ser ), em praça. Por Cascais,Ventura Doroteia e Paulo Loução, ambos à 2ª.

Por Beja, Francisco Patinha à 1ª e  também à 1ª Luis Barbio (numa pega técnicamente correta, bem executada mas com o toiro de viagem menos vigorosa e mais curta).

Dirigiu o Sr. João Cantinho, assessorado pelo Dr. João Infante, com ferragem e embolação de Luis Campino.

 

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