Quinta-feira, Dezembro 1, 2022
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Estremoz: Casa cheia numa noite que foi dos Cortes

A renovada Praça de Touros de Estremoz recebeu no passado dia 1 de Setembro, ontem, a tradicional corrida de touros por ocasião das festas locais, num espetáculo que contou com 3/4 de casa.

Uma praça que desde a sua reinauguração ainda não preencheu, em qualquer espetáculo ali realizado, a totalidade da sua lotação, apesar de todo o tipo de cartéis aí já terem sido apresentados. Talvez o que falte seja o toiro-toiro que no cardápio até aqui apresentado ainda não marcou presença.

Nesta noite lidaram-se touros de Quinta de Mata-o-Demo, que no geral cumpriram, sem criar grandes dificuldades aos artistas e com apresentação no limiar para a categoria da praça de Estremoz. Lidou-se ainda um novilho de Maria Guiomar Cortes Moura, que deu bom jogo, mas era feio e quando assim é metade do brilho que uma lide possa ter é retirado.

A noite fica marcada pela comemoração dos 55 anos de alternativa do veterano cavaleiro José Cortes que pisou a arena para fazer as cortesias e para dar uma volta a arena que fez soar fortes ovações.

Relativamente às lides, João Moura realizou duas lides muito semelhantes e sem grandes alardes. O cavaleiro de Monforte aproveitou os touros que teve pela frente para realizar um toureio baseado em ligeiras batidas ao piton contrário em sortes cingidas e que agradaram ao público.

Francisco Cortes demonstrou novamente em Estremoz que quando toureia com tranquilidade, os resultados aparecem. A primeira lide resultou muito bem, a entender o touro que tinha pela frente, a coloca-lo nos terrenos certos e com batita ao piton contrário, deixando bons ferros, culminando a lide com um palmito. A sua segunda lide foi completamente diferente, pois o touro que tinha pela frente era mais reservado e pedia que lhe fossem pisados os terrenos, algo em que as montadas do cavaleiro não mostraram aptidão, pelo que, a lide não resultou como desejado.

Miguel Moura também esteve em bom plano. A primeira lide foi um pouco mais morna, sendo na segunda que Miguel se evidenciou. Uma lide alegre e com o toureiro a andar ligado com o touro e em sortes cingidas a deixar bons ferros.

No intervalo atuou o jovem José Maldonado Cortes, neto e filho de cavaleiros e mostrou que será mais um Cortes nas arenas, pois andou desembaraçado, já com algum sentido de lide e para a sua primeira vez nas arenas, mostrou muita serenidade perante uma praça cheia.

Nos que diz respeito aos forcados, noite também não trouxe problemas de maior. Pelos Amadores de Évora pegaram José Passanha, Rui Bento e Francisco Abreu, todos à primeira tentativa. Pelo grupo de Alter do Chão pegaram Marco Pires, á quarta, e Filipe Ribeiro, à segunda tentativa. Por sua vez, pelos Amadores de Monforte, pegaram Ricardo Gonçalez e Henrique Teixeira, ambos à primeira tentativa.

O espetáculo que decorreu a muito bom ritmo e foi dirigido por Marco Gomes, assessorado pelo médico-veterinário João Pedro Candeias.

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