Sexta-feira, Dezembro 9, 2022
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Évora: Em noite de competição Branco evidencia-se

A Arena D’Évora abriu as suas portas no passado dia 28 de Junho, para receber a tradicional corrida do São Pedro e uma vez mais registou uma boa afluência de público, três quartos de casa fortes.

Uma noite em que as temperaturas iam descendo ao longo da noite, mas que aqueceram na arena eborense com o decorrer do espetáculo, fazendo com que o público saísse satisfeito.

Abriu a noite Joaquim Bastinhas que esteve por cima do Passanha que teve por diante, um touro que era tardo nas investidas. O cavaleiro de Elvas realizou uma lide bem ao seu estilo, estando bem nos compridos, sendo nos curtos que fez o público ovacionar de pé. Uma lide que culminou com um bom par de bandarilhas a duas mãos.

Seguiu-se António Telles que continua, corrida após corrida, a deixar marca. Realizou uma lide estruturada, com princípio, meio e fim. Começou por cravar três compridos de praça a praça que fizeram logo antever que iriamos ter uma lide à Maestro. Nos curtos, e perante um touro que foi sempre a mais, António preparou, executou e rematou muito bem as sortes, sempre de alto a baixo e ao estribo.

Rui Fernandes, não teve a noite que certamente desejaria, pois o Passanha que teve pela frente não facilitou em nada o seu trabalho. Fernandes esforçou-se para que o labor saísse bem, mas o complicado touro não permitiu, pois cortava terrenos e no momento da reunião carregava com intenção de colher. Ainda assim fica o esforço de Rui Fernandes.

João Maria Branco, foi a Évora substituir João Moura Caetano e aproveitou da melhor forma a oportunidade, pois alcançou o triunfo. Esteve regular nos compridos, para nos curtos elevar a fasquia, a ir de frente para o touro e ao piton contrário deixar bons ferros que fizeram levantar o público dos seus lugares. Mostrou-se moralizado e com ganas de querer chegar ao patamar de figura do toureio.

Mateus Prieto não quis deixar os seus créditos por mãos alheias, realizando uma lide que também agradou ao público. Andou regular nos compridos, assim como nos curtos, tendo culminado o seu labor com dois ferros de violino e um de palmo.

Jacobo Botero, mostrou em Évora que está nas arenas para dar cartas e querer triunfar. Começou logo com uma sorte gaiola que resultou da melhor forma, para depois cravar mais um comprido, mas foi também nos curtos que mais se evidenciou. Entendeu o touro que tinha por diante, bregou-o bem, elegeu bem os terrenos, em que resultaram bons ferros em sortes frontais, que fizeram soar fortes ovações, terminando com um ferro de violino.

No que diz respeito aos Moços de Forcados, a noite foi de grandes pegas, num espetáculo em que os Forcados Amadores de Évora se enfrentaram com seis touros.

Foram solistas Gonçalo Pires, à primeira, Dinis Caeiro, à primeira, Rui Gomes à terceira, João Pedro Oliveira, na pega da noite, à primeira tentativa, seguindo-se João Madeira, á segunda e António Alfacinha, à primeira.

Os touros da ganadaria Passanha, saíram à arena bem apresentados, que na generalidade serviram, dos quais destacamos o segundo e o quinto.

O espetáculo foi dirigido pelo Sr. João Cantinho, assessorado pela Dr. Ana Gião Gomes.

 

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