Évora: No dia em que o São Pedro decidiu aquecer o dia foi Botero que acendeu a chama do triunfo

Manda a tradição que pelo São Pedro, a Praça de Touros de Évora abra as suas portas para receber uma corrida de touros. Este ano não foi exceção e realizou-se este Domingo, 28 de Junho uma corrida de touros que se homenageou o cavaleiro Francisco Núncio, pelos seus 20 anos de alternativa, esta tirada numa corrida do São Pedro em Évora.

Era tórrido o calor que se fazia sentir no interior da praça de touros de Évora, agora tornada num pavilhão que em dias de calor como este está mais 2 ou 3 graus que no exterior do recinto dadas as suas características e se hoje no exterior estava 43ºC, imagine-se no interior…., mas ainda assim registou-se uma boa entrada de público, cerca de ¾ de casa.

A empresa Toiros e Tauromaquia montou para esta tradicional corrida, um cartel de seis cavaleiros para lidar um curro de touros Passanha, este que saiu bem apresentados e a dar bom jogo, tendo o ganadero dado volta no quinto e no sexto touro, vimos touros Passanha a transmitir e dar a oportunidade aos toureiros andarem a gosto e a proporcionar bons momentos.

Abriu a tarde João Moura, que realizou uma lide regular, sem grandes alardes e sem o brilhantismo de outros tempos. Uma passagem discreta do Maestro Moura.

Joaquim Bastinhas, aproveitou as boas condições do astado que tinha pela frente e desenhou uma lide bem ao seu estilo alegre e comunicativo, terminando com um bom par de bandarilhas a duas mãos.

António Telles, teve pela frente um Passanha mais reservado ao qual soube dar a volta, concretizando uma lide de nota alta, pisou os terrenos ao touro e em sortes frontais deixou bons ferros.

Francisco Núncio, um toureiro que pouco se vê nas arenas, mas quando nelas entra deixa a assinatura do nome Núncio. Uma lide em que o cavaleiro não deixou os créditos por mãos alheias e realizou uma lide bem agradável e sempre com a dignidade que caracterizou este cavaleiro ao longo destes 20 anos de alternativa.

João Maria Branco que este ano tem toureado pouco, foi a Évora mostrar que ainda continua na luta por romper enquanto figura do toureio. Branco desenhou uma lide em crescendo, indo de frente e com uma ligeira batida ao piton contrário deixou bons ferros em sortes cingidas.

Jacobo Botero fechou a tarde iniciando a lide com uma emotiva sorte gaiola que resultou muito bem e logo ai “meteu o público no bolso”. Botero realizou uma lide que foi subindo de tom ao longo da sua atuação. Jacobo fez levantar o público dos seus lugares com ferros cravados em sortes frontais e cingidas de fazer parar a respiração, terminando a sua lide com um bom ferro em sorte de violino. Jacobo Botero é sem dúvida um nome a ter em conta, sendo que saiu de Évora como triunfador da tarde.

No que diz respeito à rapaziada da jaqueta de ramagens, a tarde foi de grandes pegas para o Grupo de Forcados Amadores de Évora, que pegaram em solitário. Foram caras Francisco Oliveira, à segunda, Manuel Rovisco, à primeira, João Madeira, à primeira, Ricardo Sousel, à quinta Dinis Caeiro, à primeira e António Alfacinha, à primeira.

De salientar que todos os artistas deram volta, à exceção do forcado Ricardo Sousa.

Assim foi esta tradicional corrida do São Pedro em Évora, um espetáculo que resultou agradável.

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