Sexta-feira, Dezembro 2, 2022
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Figueira da Foz: A sorte sorriu a João Maria Branco que arrebatou o triunfo

É sempre grande o ambiente que se vive na Praça de Touros da Figueira da Foz, com o público a viver com intensidade tudo o que se vai passando na arena e foi isso que voltou a acontecer no passado dia 3 de Agosto no Coliseu Figueirense.

Meia casa para ver atuar António Telles, João Moura Jr e João Maria Branco, Forcados Amadores de Santarém e Lisboa, perante seis touros de Francisco Romão Tenório.

 Os seis touros de Romão Tenório, saíram à arena bem apresentados, no entanto complicando muito o labor dos cavaleiros, sendo que o primeiro e o quinto mostraram-se sempre completamente desinteressados. Destaque para o terceiro e para o sexto que permitiram um pouco mais.

Abriu a tarde António Telles, que teve pela frente um mansote, que apenas tinha uma intenção, fugir à luta pelo primeiro buraco que encontrasse. A muito custo o cavaleiro da Torrinha colocou a ferragem da ordem e pouco mais, pois só há luta quando há dois lutadores e neste caso isso não aconteceu. Na segunda lide Telles já teve pela frente um Romão Tenório que permitiu mais e já deu oportunidade ao ginete da Torrinha recriar-se e realizar uma lide ao seu estilo. Ferros de boa nota, de alto abaixo e ao estribo, em sortes bem preparadas e rematadas.

João Moura jr teve praticamente a mesma sorte que António Telles, mas na ordem inversa. Em primeiro enfrentou um touro que tinhas as suas complicações, mas Moura Jr deu-lhe a volta deixando bons ferros, numa atuação que nunca perdeu a ligação com o seu oponente.

No seu segundo nada pôde fazer, pois o seu oponente não “passava cartão” a Moura Jr, completamente desinteressado e também sempre a procurar uma fuga. O jovem cavaleiro de Monforte a custo cravou a ferragem da ordem e pouco mais.

Fechou a tarde João Maria Branco, que teve a sorte do seu lado, pois teve o melhor lote da corrida e aproveitou-o da melhor forma. Branco triunfou forte na Figueira da Foz. Na primeira lide teve pela frente um touro que transmitia e entendeu-o na perfeição. Esteve bem na brega, deixou ferros em sortes frontais que transmitiram emoção às bancas, com destaque para o ultimo que fez automaticamente levantar o público dos seus lugares. A segunda lide também foi de grande nível, começando logo por receber bem o touro. Foi uma lide em que preparou e rematou bem as sortes e esteve comunicativo com as bancadas. Em suma uma tarde de triunfo para o jovem cavaleiro de Estremoz.

No que diz respeito à rapaziada da jaqueta de ramagens, a tarde não foi fácil.

O primeiro touro dos Amadores de Santarém, foi pegado à primeira por António Taurino, o segundo por Salvador Ribeiro, á segunda e o ultimo touro primeiro tentou-se pegar de cernelha por José Miguel Carrilho e Rúben Tavares, que tiveram várias entradas bastante rijas, mas sem sucesso, depois decidiu-se ir para uma tentativa de caras por intermédio de Bruno Giovetti, que concretizou à segunda.

Pelos Amadores de Lisboa pegaram Martim Lopes, à primeira, Mota Ferreira e Pedro Viegas, que concretizaram uma rija cernelha e por fim Manuel Guerreiro, à segunda.

O espetáculo foi dirigido pelo Sr. Lourenço Luzio.

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