Quinta-feira, Agosto 11, 2022
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Ganadaria Rego Botelho e João Pamplona triunfam na primeira corrida das Sanjoaninas 2017 (c/fotos)

-“Bandeirote”, um bravo “jandilla” da ganaderia açoriana de Rego Botelho, venceu os prémios de melhor toiro e melhor apresentação.

– O cavaleiro terceirense João Pamplona praticou o toureio mais destacado e de conceito mais puro da tarde frente a um lote desigual.

-O grupo de forcados amadores de Vila Franca de Xira arrecadou o prémio conjunto das suas pegas, em competição com os da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

Por mais um ano as divisas açorianas luziram a bravura e a variedade genética dos seus exemplares na já tradicional corrida concurso de ganaderias da feira das Sanjoaninas, que desta vez, pela sua excelente apresentação e notável bravura, os prémios foram atribuídos com facilidade ao toiro de Rego Botelho, de puro sangue Jandilla.

Com este exemplar enraçado, que teve prontidão, força e entrega nas suas infatigáveis investidas, não chegou a passar discreto ao cavaleiro Marcos Bastinhas, que esteve mais luzido na hora de lidar que de cravar os ferros, porque o fez quase sempre com pouco ajuste e escassa frontalidade.

Pode-se desquitar Bastinhas com o segundo do seu excelente lote, pois o quinto foi um “murube” volumoso e de pêlo colorado de João Gaspar, que, sem chegar a humilhar de todo pelo seu curto pescoço, teve temple e até classe no seu galope atrás dos cavalos, permitindo ao ginete de Elvas maior proximidade e limpeza nas batidas e nos adornos.

A actuação mais redonda da tarde correu a cargo do terceirense João Pamplona, que fez valer sempre o seu puro conceito, mesmo com altos e baixos, perante dois toiros com distintas condições. O seu primeiro foi um hastado reservado e sem entrega de José Albino Fernandes, de origem Domecq, com o que se mostrou valente e solvente numa lide de menos a mais. Por outro lado, o sexto foi um “atanasio” de Francisco Sousa algo descarnado, que acabou a crescer e facilitar na lide. A faena de João Pamplona culminara no seu ponto mais alto, sempre atacando por direito e deixando ver no momento da reunião.

O menos afortunado foi Manuel Telles Bastos, pois o seu primeiro já se tinha mostrado acobardado desde o seu embarque e defendeu-se quase desde a sua saída à arena e acabou por ficar rendido em três ocasiões. Com este toiro, não conseguiu fazer nada, no entanto luziu-se mais e melhor ante o quarto, um fino exemplar de Álvaro Amarante (ganaderia que pasta na ilha de São Jorge) ao que lidou com bom oficio e cravou de maneira impecável apesar de que o animal se defendera metendo a cara alta em cada encontro.

Enquanto aos forcados, o grupo de amadores de Vila Franca de Xira impôs-se claramente ao da Tertúlia Tauromáquica Terceirense pela rotundidade e maestria das suas pegas tanto com o toiro acobardado de Mureira, ao que encelou de forma brilhante Márcio Francisco, como com os outros dois. Mais acidadentadas foram as dos forcados locais, incluindo a lesão que sofreu Carlos Vieiras depois de uma aparatosa colhida, mas entre estes cabe destacar a notável debute em corridas de toiros de Luís Sousa “Toni”, uma das mais destacadas promessas da escola juvenil deste grupo.

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