Bons augúrios para a feira da Moita.

Na primeira corrida da feira da Moita, intitulava-se “A corrida do Municipio da Moita”, com mais de meia casa, viram-se bons toiros e bom toureio. Quanto às pegas, a segunda é de duas voltas à arena. Um pegão!

Os toiros de Falé Filipe, com encastes Simão Malta e Parladé, deram bom jogo e a apresentação foi irrepreensível. Alguns eram fracos de mãos mas nada que beliscasse a corrida.

Todos fizeram com que os artistas brilhassem e se ouvisse a Banda do Rosário.

A corrida, dirigida por Pedro Reinhardt, abriu com o cavaleiro Vitor Ribeiro que toureou o primeiro e o quarto toiros da tarde. Em ambos esteve bem, toureando sempre de frente, dando vantagens aos oponentes, provocando a investida, sem enganos, sempre recto, quarteando-se num palmo de chão e deixando a ferragem ao estribo. O toureio de Vitor Ribeiro respira classicismo por todos os poros. Esperamos que venha para ficar e para se bater com quem usa outras técnicas de tourear.

Pelos Forcados Amadores da Moita, o cabo Pedro Raposo escalou para pegar o primeiro toiro de Vitor Ribeiro, o forcado Filipe Correia. Umas vezes por culpa própria, outras por falta de ajudas, só à quarta tentativa conseguiu consumar a pega. O quarto da ordem coube a Fábio Silva que aguentou um impacto com a embalagem de meia praça e com a preciosa ajuda do grupo fez um pegão. Deu volta com o cavaleiro e voltou a agradecer nos médios uma ovação que não vai esquecer,

De Espanha chega-nos Manuel Escribano, com alternativa desde 19 de Julho de 2004, dada por Canales Rivera em Aranjuez e tendo como testemunha El Fandi. Veio um toureiraço Bem com o capote, com verónicas cingidas e descansadas. Foi durante o tércio de capote no seu primeiro toiro que Nuno Casquinha, saindo ao quite, foi “agarrado” e levado à enfermaria donde saiu com uma perna ligada. Nada que o impedisse de continuar em praça.

Escribano esteve bem em ambos os toiros. No primeiro cumpriu os três tércios com profissionalismo estando sempre por cima do hastado que deu bom jogo.

No seu segundo, quinto da ordem, esteve igualmente bem. Vistoso com o capote, repartiu o tércio de bandarilhas com Casquinha o que proporcionou bons momentos de arte. Com a muleta luziu-se com bonitas tandas por derechasos rematados com passes por alto e séries de naturais rematadas com passes de peito. Sempre sereno, sempre toureiro.

Nuno Casquinha, com alternativa desde 29 de Maio de 2011 dada por Javier Solis e Julio Parejo como testemunha em Villa Nueva del Fresno, não deveria querer começar assim, mas aconteceu, como atrás foi dito: ao sair ao quite no primeiro toiro de Escribano foi agarrado. Mostrando a garra que só os grandes têm, voltou à arena e cumpriu a sua função. Recebeu os seus oponentes com verónicas largas e bonitas, ouvindo-se olés das bancadas. No primeiro toiro repartiu o tércio de bandarilhas com o seu colega de cartaz, no segundo repartiu com o bandarilheiro Pedro Gonçalves que se retira este ano das arenas. Nos tércios de muleta viram-se passes para todos os gostos, limpos e bem desenhados, dobrando bem o pulso fazendo correr a muleta. Está toureiro este Casquinha. Merece bem mais oportunidades.

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