Redondo: Depois de 4 horas e muitas incidências venceram Rouxinol Jr e o Forcado Joaquim Ramalho

Acidentada, atrapalhada, confusa e demorada. Assim foi a noite no Coliseu de Redondo, na tórrida noite de 3 de Agosto.

Anunciava-se uma corrida de Gala à Antiga Portuguesa, com o cortejo evocativo. Mas... Foi um cortejo diferente, para pior, com várias falhas, atrasos e com pouco brilho, ao contrário de tempos de outrora.

Numa fase da temporada em que o touro tem a importância devida, dada por todos os agentes da festa, os Cunhal Patrício saídos à arena estiveram longe de convencer. Trapio, boa apresentação e harmoniosos, mas mansos e a maioria com forte crença em tábuas, mas, que quando viam que podiam colher, tinham investidas de maus. Tarefa árdua para os cavaleiros e forcados com alguns a não terem a identificação que lhes era exigida perante estes oponentes.

 

Compuseram cartel, os cavaleiros Rui Salvador, Tito Semedo, Francisco Cortes, Manuel Telles Bastos, Marcos Bastinhas e Luís Rouxinol Jr.

Rui Salvador teve uma passagem correcta pelo Redondo, deixando a ferragem da ordem, destacando-se o quarto curto. Perante um touro de pouca transmissão, que apenas apertava no remate das sortes, Salvador fez o que pôde.

Tito Semedo teve uma actuação de boa nota perante um oponente que apertou. Destaca-se o primeiro curto com batida ao piton contrário e um violino a fechar a actuação em terrenos apertados.

Francisco Cortes teve uma noite de pouco brilho, pois teve pela um touro que nada permitiu ao cavaleiro de Estremoz, pois o astado logo cedo se rachou e a muito custo saiu alguma matéria prima.

Manuel Telles Bastos teve uma lide em decrescendo por culpa do seu oponente. Actuação marcada por sortes frontais e um toureio clássico, marca da casa.

Marcos Bastinhas teve a melhor lide da noite. Bem na brega, na escolha dos terrenos, no entendimento do seu oponente, ferros bem cravados com destaque para o primeiro curto e para o término de actuação com uma rosa e o par de bandarilhas, marca da casa Bastinhas.

Fechou a noite Rouxinol Jr. que depois a cravagem dos compridos viu o director de corrida ordenar e bem, como irie explicar no fim desta crónica, a recolha do touro por debilidades físicas. Após vaias do público os promotores decidiram mandar sair o sobrero, tendo este demorado mais de 20 minutos a sair à arena, ao qual Rouxinol Jr deu uma lide de valor e brio destacando-se um ferro de violino, um palmito e um par de bandarilhas (pena a má colocação), que lhe valeram o prémio de melhor lide da noite.

 

Estavam anunciados em cartaz os forcados Amadores de Cascais e Redondo. Por Cascais, pegou Rui Grilo à terceira tentativa, Ventura Doroteia à primeira e André Ramalho à segunda. Pelos Amadores do Redondo, fora para a cara do primeiro touro João Calado, que após quatro tentativas e vários forcados na enfermaria, pegaram de cernelha Daniel Silva e Carlos Silva. O segundo touro deste grupo foi pegado por Joaquim Ramalho, à primeira e finalizou a actuação do grupo da casa Hugo figueira, à quarta tentativa.

Dirigiu a corria Marco Gomes, com muita paciência mas fazendo cumprir o regulamento, assessorado pelo médico veterinário Dr. Matias Guilherme.

O Coliseu registou 2/3 da lotação, numa noite em que os heróis foi o publico, pois aguentaram cerca de 4 horas dentro de um Coliseu, onde deveria estar uma temperatura a rondar os 50ªC, para assistir a um espetáculo medíocre, onde houve lugar a tudo, menos a qualidade que seria exigível e expectável.

De salientar que estava em disputa o Troféu para Melhor Lide, que foi entregue a Lusi Rouxinol Jr e o Troféu para melhor pega que foi entregue a Joaquim Ramalho.

Antes de terminar, gostaria de lembrar o que diz o Regulamento Tauromáquico em vigor, sobre a inutilização de uma rês:

“Artigo 48.º

Rês inutilizada

1 — A rês que entre na arena diminuída fisicamente ou adquira no decurso da lide qualquer condição física impeditiva, deve ser substituída.

2 — Os promotores do espetáculo não estão obrigados a fazer correr mais reses do que as anunciadas ou a substituir alguma que se inutilize após o fim do primeiro tércio, no toureio a pé, ou a colocação do primeiro ferro do cavaleiro, dando -se assim por concluída a lide, não havendo lugar a pega, com consequente perda de «turno» do grupo de forcados a quem competia pegar a rês.”

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