Autarca das Caldas diz que “se a Assembleia da República diz que devem existir corridas de touros em Portugal, não pode, por razões pessoais e politicas um município” proibi-las (c/som)

A Praça de Touros das Caldas da Rainha recebeu no passado dia 15 de agosto a sua tradicional corrida de touros, que contou com casa cheia, depois de em julho este tauródromo ter registado praticamente lotação esgotada.

O Toureio.pt falou com o Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Fernando Ferreira (na foto à direita), que falou um pouco da importância da presença da Tauromaquia no concelho, dizendo que “as Caldas têm muita tradição na tauromaquia, desde o século passado, tinha sempre uma grande ligação com o Ribatejo, com as corridas de touros… Inclusivamente a canção das Caldas, O Fado das Caldas, é uma canção que fala desta vida, da tauromaquia, dos cavaleiros, dos touros, os forcados, e as Caldas têm de facto essa tradição e o 15 de Agosto é uma corrida que tem muita força no contexto das corridas portuguesas e portanto temos, naturalmente, satisfação em ver que ela vai atraindo e em vermos tanta gente aqui nesta praça.”

Questionado sobre a importância económica da Tauromaquia para o desenvolvimento local, o autarca afirma que “a Praça das Caldas da Rainha é das mais antigas em funcionamento, há quem diga que é a mais antiga, actualmente, em funcionamento. E sempre tem conseguido, com as suas corridas, trazer pessoas às Caldas Aliás hoje, quem vem às Caldas no 15 de Agosto, nota um grande movimento na cidade, fruto de várias iniciativas mas na qual esta dá um grande contributo. E sim isso proporciona movimentação na restauração, no comércio, dá visibilidade às Caldas. Quem não conhece as Caldas vem às Caldas e nós fazemos os possíveis para que ela esteja bonita, e as pessoas se gostam regressam. Portanto sim contribui para o desenvolvimento e reconhecimento das Caldas da Rainha.”

Já sobre a fatia orçamental que o Município disponibiliza para apoiar a Tauromaquia, Fernando Ferreira diz que “os municípios têm a dificuldade que só devem apoiar as iniciativas que não têm como fim o lucro, portanto um espectáculo que tem entradas pagas é sempre mais difícil dar o nosso contributo. O que nós fazemos é alguma aquisição de bilhetes que permite a realização destas corridas e vamos acompanhando e facilitando a actividade aqui da praça e do grupo de forcados. O Grupo de forcados, esse como associação, não tem fins lucrativos e nós fomentamos a tertúlia dos forcados, inclusivamente cedemos um espaço no qual eles têm a sua sede, no centro da cidade, e penso que eles estão satisfeitos com o espaço e localização e damos um apoio para o desenvolvimento da sua actividade, esses não têm rendimentos, e é a forma de poerem levar o nome das Caldas da Rainha pelos vários cantos de Portugal e da mesma forma contribuir para o treino e formação para que eles possam estar sempre prontos perante os desafios que se lhes apresentam.”

Questionámos ainda o autarca sobre qual era a sua opinião sobre as decisões tomadas pelo autarca da Póvoa do Varzim contra a Tauromaquia, tendo este dito que é uma “matéria tal como outras, é de cariz nacional. Se a Assembleia da República diz que devem existir corridas de touros em Portugal, e destas actividades culturais, não pode do meu ponto e vista, por razões pessoais e politicas um município tomar esse tipo de decisões.”

 

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