Pablo_Montijo28junho19

Apenas metade das empresas taurinas aderiram ao Cartão do Aficionado, Paulo Pessoa diz que “Nem tudo é fácil, não se consegue falar com as pessoas” (c/som)

No final do mês de Julho, a Prótoiro lançou um cartão de fidelização, intitulado “Cartão do Aficionado, que está a ter grande adesão tendo em conta as publicações, feitas nas redes sociais, dos aficionados.

No entanto e em respostas dadas aos aficionados, por parte da Prótoiro nas redes sociais, muitas empresas taurinas não estão a aderir a este projeto, isto depois de terem dito que iriam aderir.

A fim de esclarecer esta situação o Toureio.pt falou com o Presidente da Prótoiro, Paulo Pessoa de Carvalho, que começou por dizer que se deram “o dito por não dito não era assim que eu classificaria as coisas, eu acho que pecámos um pouco no atraso com que o cartão foi promovido e isso não permitiu às empresas organizarem-se. O cartão deveria ter aparecido, se calhar, em Abril no limite a inicio de Maio, e a verdade é que apareceu a Junho/Julho. E isso para algumas empresas, algumas das suas corridas principais ou mais fortes já tinham sido dadas”, acrescentando que “a taxa de subscrição, para mim pessoalmente, atingiu os níveis esperados. Gostaria que algumas empresas, estou aqui a pensar em Abiul por exemplo, onde tivemos na feira taurina e foi uma decisão que ficou protelada para 2019, são sítios em que devido ao atraso com que o projecto iniciou acabou por ficar para trás devido ao investimento que as empresas teriam que fazer. Eu diria que tivemos um bocadinho de falha, porque deveríamos ter feito isto dois/três meses mais cedo e não o fizemos. Mas não é o dito por não dito, é um bocadinho adiar para o ano/temporada que vem a consumação deste projecto. Ou seja, neste momento temos 50/60% das praças aderentes ao cartão e deveríamos ter 80/90% que seria o nosso projecto. Portanto é adiar para 2019 aquilo que achamos que é a nossa linha de objectivo.”

Questionado se o cartão vai realmente estar em pleno em 2019, Pessoa afirma que “creio que sim até porque alguns dos descontos que o cartão dá aos seus aderentes também iriam iniciar-se em 2019, e portanto eu estou convencido que em 2019 isto vai estar no pleno. Tivemos aqui um ano a marinar, temos que fazer um mea culpa e uma introspecção porque deveríamos ter sido um bocadinho mais céleres na implementação do projecto e não conseguimos. Nem tudo é fácil, não se consegue falar com as pessoas, as coisas demoram um bocadinho a carburar, mas estou convencido que em 2019 o cartão aficionado estará a 100% com adesões, com iniciativas de interesse que a seu tempo serão anunciadas mas penso que vai ser um elemento apetecível para qualquer aficionado.”

Instado a falar sobre os valores que as empresas terão de despender para aderir ao projeto, Paulo Pessoa de Carvalho, esclarece que “qualificámos por categoria de praça. A praça de primeira, peço desculpa por alguma falha mas salvo erro, mas rondará os 1800/1900 euros”, dando mesmo o exemplo de “Rafael Vilhais, que é um empresário que agora está aí com algumas praças, subscreve para uma praça e todas as outras estão dentro do projecto aficionado. Por exemplo, eu Paulo Pessoa de Carvalho, subscrevi ao abrigo da praça da Chamusca, que é a única que tenho, salvo erro por 600 euros, agora se eu para o ano vier a ter uma praça de primeira terei que fazer um upgrade da minha percentagem, porque também seria injusto para aqueles que este ano tiveram”, acrescentando ainda que “salvo erro, 1800/1900 para uma praça de primeira, 1200 para uma praça de segunda e 600 para uma praça de terceira. Isto é o custo. Sendo que um empresário que tenha cinco praças, paga para a sua praça de categoria mais elevada mas fica com acesso a toda a sua rede de negócio.”

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