“A Tauromaquia pode desenvolver-se num país sem qualquer tipo de tradições mas com muito poderio económico e de desenvolvimento”, diz Marco José sobre o projeto da Tauromaquia na China

Na semana passada foi apresentado no Alentejo um projecto que promete levar a tauromaquia à China. Neste projecto está inserido o cavaleiro Marco José.

“Num projeto que visa contribuir para o desenvolvimento turístico de Guizhou , a tauromaquia vai marcar presença com espetáculos de demonstração tauromáquica, onde a corrida de touros à portuguesa terá o seu espaço. Tudo acontecerá no New Português Guizhou Pecuária, um projeto onde o cavaleiro tauromáquico Marco José está inserido, com Sr. Joaquim Rodrigues, Sr. Wang e Sr Yang que conta ainda com o apoio expresso do governo da República da China” anunciava o cavaleiro antes da apresentação.

O Toureio.pt entrevistou o cavaleiro, após a apresentação do projecto, com o cavaleiro a abordar tudo o que envolverá este projecto.

Toureio.pt (T)- Como surgiu este projecto?

Marco José (MJ) - Surgiu pela aficion de um chinês empresário que me viu tourear e falou comigo.

T- E como surgiu este projeto na vida do Marco José?

MJ- Surgiu pelo convite de um empresário chinês que me viu tourear e conversou comigo passado algum tempo a perguntar a minha opinião.

T- Como descreve este projecto?

MJ- Um local único, lindo e com umas condições fora de série.

T- Quem são os mentores de projeto?

MJ- Eu e mais três pessoas Senhor Yang, Wang, Joaquim Rodrigues.

 

Está feito um estudo de mercado e que o governo da região e Chinês apoia o projecto

T- Todo este empreendimento turístico, pode considerar-se um projeto megalómano. Está garantida a sua viabilidade no futuro? De que depende para ter viabilidade?

MJ- Porquê megalómano??? A garantia certa não lhe posso garantir, mas que está feito um estudo de mercado e que o governo da região e Chinês apoia o projecto ... é uma certeza. Vai depender de muita coisa: artistas, comércio, espetáculos, hotelaria, etc etc…

T- O Marco embarcando nesta aventura como fará a gestão artística? Estará mais tempo cá ou lá?

MJ- A gestão artística será feita consoante os contratos e espectáculos. Existe uma equipa, uma infra-estrutura montada cá e lá trabalhando para um fim ... sou cavaleiro profissional e como tal estarei onde me requisitarem.

T- O que já pode revelar sobre o que pretende fazer neste projecto?

MJ- Agora de início serão feitas demonstrações de toureio assim como outros espectáculos, gastronomia e comércio tradicional.

 

A tauromaquia pode desenvolver-se num país sem qualquer tipo de tradições mas com muito poderio económico e de desenvolvimento

T- O que é que este projecto traz à tauromaquia?

MJ- Pode ser um marco importante. A tauromaquia pode desenvolver-se num país sem qualquer tipo de tradições mas com muito poderio económico e de desenvolvimento. Pode ser importante a nível cultural como económico. Anoto ainda as eventuais vantagens que poderiam advir para os nossos ganadeiros e coudélicos, atendendo a que se perspectiva a curto prazo da aquisição de touros e cavalos lusitanos.

T- O empreendimento já foi apresentado na China? Como foi a reação da população à Tauromaquia?

MJ- Fantástica. Uma grande expectativa em redor de todo o projecto.

T- O projeto foi apresentado em Portugal, que tipo de ligação pode haver entre os dois países para o funcionamento da ideia?

MJ- Cultura Equestre, comércio de cavalos, artigos hípicos, comércio tradicional, artistas e protocolos culturais. Tudo estará em aberto aproximando os povos até na língua.

T- O investimento asiático na tradição tauromáquica é também sinal que a tauromaquia pode e deve aproveitar mercados financeiramente apelativos? Um pouco à imagem do que acontece no futebol?

MJ- Claro que sim.

T- Qual o valor total do investimento financeiro deste projecto?

MJ- Muitos milhões de langues.

T- Na apresentação do projeto, o Marco deu a entender que estaria a ser criada na China uma ganadaria, quer explicar-nos melhor?

MJ- Vai haver criação de touros bravos, aperfeiçoamento genético do que existe e criação de cavalos, estou a desenvolver esta situação.

T- E em termos de cavalos o que já tem lá?

MJ- Neste momento a ensinar esmoroneis para começar os espectáculos estão 8 cavalos.

T- E o que pode vir a ter na China?

MJ- Futuramente exportação do nosso cavalo lusitano de Portugal para a china e criação

T- Em termos de toureio, haverá só toureio a cavalo?

MJ- Não

T- Será só o Marco a realizar essas demonstrações de toureio? Ou irá convidar outros toureiros a participar?

MJ- De momento e inicialmente serei eu mas poderá ser convidado mais alguém

T- O Marco na apresentação referiu que para já não são corridas de touros na China, por isso perguntava-lhe, para quando está prevista a realização de corridas de touros na China?

MJ- As corridas de touros são um espetáculo sério e num país sem cultura Equestre e tauromáquica por isso irá começar como demonstração

T- Relativamente aos aficionados portugueses, há a possibilidade dos aficionados lusos se deslocarem à China para conhecer este empreendimento?

MJ- Claro.

T- Como o podem fazer?

MJ- Hoje em dia já existem voos diretos para a china e roteiros turísticos. É uma zona muito bonita em desenvolvimento e com muitos recursos naturais.

 

O objetivo da china é levar o mundo a conhecer a região

T- Haverá a possibilidade deste grupo aventurar-se em construir um empreendimento deste tipo em Portugal?

MJ- Não me parece concretizável pois o objetivo da china é levar o mundo a conhecer a região. Haverá a possibilidade de andar com a empresa para a frente e o empreendimento, assim que tudo esteja a correr como previsto e tudo a funcionar poderiam existir mais novidades.

T- Antes de terminar perguntava-lhe, abraçando este projeto o Marco coloca de parte tourear este ano em Portugal?

MJ- Claro que não. Sou profissional do toureio.

T- Qual a mensagem que quer deixar aos leitores do Toureio.pt?

MJ- Desejar um bom ano 2018 repleto de sucessos e saúde. Agradecer toda a compreensão e carinho manifestado em conhecer este projecto e ao público em geral todo o apoio e carinho que tenho sentido quando piso as arenas, o que espero, acontecerá na China.

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