"Respeitamos muito a cultura aqui em Portugal e evidentemente assumimos o espectáculo, integralmente, como é.”, diz Juan José Padilla (c/som)

A Praça de Touros do Campo Pequeno recebeu esta quinta-feira, 20 de setembro, uma corrida de touros mista em que o matador de touros espanhol Juan José Padilla se despediu da afición portuguesa, lidando touros Varela Crujo e alternando com os cavaleiros João Moura Caetano e Duarte Pinto e com os Forcados Amadores de Santarém e Montemor, diante de touros Vinhas.

 

O Toureio.pt falou com Juan José Padilla, que falou da importância do Campo Pequeno para a sua carreira, dizendo que “para a minha carreira significa muito. Eu tinha muita ilusão em estar com a afición de Lisboa e neste palco tão belo e desde já agradeço à empresa pois desde o primeiro dia que houve uma conexão maravilhosa com esta afición. Tive noites inolvidáveis e significa muito para a minha carreira e é um orgulho enorme estar nesta praça e poder despedir-me da afición.”

Sobre o carinho dado pela afición lisboeta, Padilla refere que “tem sido sempre assim. Senti uma paixão, uma entrega, com esta recepção hoje… e com o detalhe da recordação entregue que simboliza o carinho e o respeito que me tem a afición.”

Instado a comentar a falta da sorte de varas e da sorte de matar em Portugal, o matador de touros espanhol disse que “nós já estamos acostumados. A nossa cultura é diferente, tem outra filosofia. O touro tem que sangrar para que possa depois ‘romper’ na muleta, é assim em Espanha. Mas respeitamos muito a cultura aqui em Portugal e evidentemente assumimos o espectáculo, integralmente, como é.”

Questionados ainda se sem sorte de varas e de matar os touros teriam de ser mais “cómodos”, Padilla fugiu à questão dizendo apenas que “no tércio de varas é que se define a bravura do touro. Há que respeitar todas as culturas.”

Já sobre a sua despedida e o que iria fazer depois de se retirar das arenas o matador afirma que “Juan José Padilla ficará nas mãos de Deus e será ele também a decidir o que farei. Mas sempre ligado ao mundo do touro que é o que me apaixona.”

 

Alter 24 de agosto19
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