“Os toureiros jovens têm que dar mais um passo em frente, para que comece a ser mais fácil montar cartéis”, diz Rui Bento Vasques (c/som)

Como o Toureio.pt noticiou foram apresentados esta quinta-feira parte dos cartéis do Abono 2019, da Praça de Touros do Campo Pequeno.

No final da apresentação, o Toureio.pt falou com o Diretor das Actividades Tauromáquicas do Campo Pequeno, Rui Bento Vasques, que começou por falar na montagem dos cartéis, dizendo que “foi o que corresponde a um labor de trabalho de inverno, de gestão com os apoderados.”, acrescentando que “o atractivo de cada toureiro e de cada corrida que conseguimos expor na importância que tem de conseguirmos criar atractivos em cada espectáculo, para que o público venha, sobretudo criar condições para que os artistas, os touros, os artistas, sejam convincentes e que o público venha. Depois tentar pôr os ingredientes para que as corridas resultem em grande espectáculo e no sucesso que têm sido na sua maioria, não digo todas, nas temporadas do Campo Pequeno.”

Questionado sobre o que diferencia os cartéis apresentados, dos cartéis das temporadas anteriores, Rui Bento afirma que “os cartéis já apresentados, penso que têm um remate em toda a sua estrutura naquilo que é os artistas, os touros, os forcados, acho que neste momento, dos cinco cartéis apresentados, nenhum toureiro que possa sair para colocar outro”, dizendo ainda que “olhando para os cartéis anunciados eu não consigo retirar um dos toureiros anunciados para colocar um dos que não estão anunciados. Isso dá-me alguma satisfação porque sinto que fomos ao encontro daquilo que é o desejo dos aficionados e aquilo que é o atrativo que cada artista merece e estando colocado no cartel em que as pessoas olham e dizem ‘apetece-me ir aos touros”.

Sobre o conciliar o reduzido leque de toureiros existentes em Portugal e a não repetição de cartéis relativamente a temporadas anteriores, o Director das Actividades Tauromáquicas, afirma que isso deve-se a “muita imaginação e algum jogo de cintura. Estamos numa altura que estão no activo grandiosos toureiros que levam mais de 30 anos de alternativa e o público normalmente é quase sempre o mesmo”, dizendo também que “é verdade que no Campo Pequeno há uma franja grande de público muito jovem e que se vê nas bancadas mas também é verdade que os toureiros jovens têm que dar mais um passo em frente para que comece a ser mais fácil montar cartéis que tenham máxima competição e máximo interesse sem ser com toureiros que já são o máximo como toureiro e profissionais e com a notoriedade que já atingiram. Tem que haver, digamos, uma passagem de testemunho para os mais jovens e menos jovens de modo a que se consagrem definitivamente. Nessa vertente penso que foi a grande vantagem de alguns cartéis ter essa junção de toureiros consagrados e toureiros jovens como estou a ver o João Ribeiro Telles, o Francisco Palha e o Luis Rouxinol Jr. Uma corrida de Murteira com Santarém e Coruche é uma corrida com máximo atrativo e com máxima rivalidade e competição.”

Já sobre estes estes eram os cartéis possíveis ou os idealizados desde início, Rui Bento foi perentório e disse que “foi os que idealizei. Tenho a sensação de ter rematado cinco cartéis que são cartéis que eu gosto e iria assistir a qualquer praça em que os visse anunciados.”

 

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