Santarém “não estava com a dignidade que a maior praça do país merece”, diz Diogo Palha (c/som)

Este domingo, 17 de Março, realizou-se na Praça de Touros Celestino Graça, em Santarém, a primeira corrida de touros desta temporada e a primeira promovida pela Associação Praça Maior.

Uma corrida de touros que contou com uma grande adesão dos aficionados, que preencheram cerca de ¾ da Monumental de Santarém.

O Toureio.pt falou com Diogo Palha, da Associação Praça Maior a fim de fazer um balanço da primeira corrida, tendo este começado por dizer que “eu acho que não é ainda altura para fazermos balanços. Claro que estamos muito felizes, tivemos uma grande resposta da aficion, uma grande resposta da festa, mostrámos que somos muitos os que gostamos”, acrescentando que “não é a Associação Praça Maior que aqui é importante, importante é que esta praça de Santarém renasça porque ela é fundamental para a defesa da festa”.

Diogo Palha referiu ainda que “todas as praças portuguesas, hoje aqui, estariam esgotadas e com larga diferença. Isso é muito importante! Democratizar o acesso à festa, pessoas com menos recursos que possam comprar bilhetes a 7.50 euros, e que estejam aqui com a zona alta praticamente cheia. Agradecemos muito a aficion esta resposta mas hoje foi só o primeiro dia. Não é altura para balanços, em Junho temos de ser mais ainda!”

Questionado se os objetivos que tinham delineados para a primeira corrida foram atingidos, o elemento da Associação Praça Maior, declarou que “o objectivo que tínhamos para a primeira corrida era reabrir as portas desta praça, esta praça precisava de reabrir as portas de uma forma digna, pintada, bonita…”, confrontado com a questão de a praça não ter chegado a fechar, Diogo Palha é perentório e diz que “não vou entrar nessas questões, mas a praça não estava com a dignidade que a maior praça do país merece. Esta é uma Praça Maior, por isso lhe chamámos assim e que ela esteja bonita para receber as pessoas, espero que os aficionados tenham gostado e sentido isso, e estou convencido que sim. O mais importante é a aficion estar aqui e nós darmos esta resposta, que amamos a festa que faz parte da nossa cultura e da nossa liberdade.”

Já sobre a relação entre a grande entrada de público e os apoios de empresas e nomeadamente da Câmara Municipal de Santarém, Diogo Palha salienta que “isto não se consegue fazer sozinho, consegue-se com muito trabalho e com o envolvimento de muita gente que nos ajudou como já referiu, as empresas, a Câmara Municipal...mas aqui o povo anónimo é o mais importante porque naturalmente são esses que permitem que tenhamos sustentabilidade para fazer isto. Toda a gente sabe que somos amadores, não fazemos disto vida, aliás não temos fins lucrativos mas também não podemos tirar dinheiro de casa. E são essas empresas e entidades que nos ajudaram a ter confiança para fazer isto.”

 

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