Associação Nacional de Grupos de Forcados aborda a falta de seguros e comenta caso de Pedro Primo

No passado mês de Abril vieram a público alguma noticias que davam conta que, o Hospital de Beja estaria a pedir à família do malogrado Forcado Pedro Primo, que faleceu em Setembro de 2017 depois de ter sido colhido, quatro dias antes, numa corrida de touros, em Cuba, 25 mil euros de despesas hospitalares.

As mesmas notícias davam conta que o jovem forcado teria ido pegar um toureio sem possuir seguro que é exigido por lei.

Perante toda esta situação o Toureio.pt colocou algumas questões à Associação Nacional de Grupos de Forcados a fim de esclarecer algumas situações.

 

Toureio.pt - Como reage a associação ao facto de um Grupo, mesmo não associado, estar numa corrida sem seguro, segundo a notícia?

ANGF - Pelo que me recordo a notícia não informava que o Grupo não tinha seguro, informava sim que, o Forcado que teve a infelicidade de falecer na sequência das lesões decorrentes das tentativas de pegas que realizou na corrida em causa, não estava seguro. Lamenta-se este facto, pois a lei obriga a que exista esse seguro, sendo a celebração do mesmo ser da responsabilidade da empresa ou então, o Grupo teria de o apresentar junto da empresa e IGAC.

Toureio.pt - Qual o posicionamento da associação perante estas questões?

ANGF - A ANGF espera que todos os intervenientes Forcados estejam seguros, ou através do seguro que o empresário possa fazer ou então através do seguro que os Grupos fazem para actuarem. Todos aqueles que se fardam, devem constar na apólice de seguro, é assim que a lei o obriga e, quanto a isso, não há qualquer tipo de dúvidas.

Toureio.pt - Se isto acontecesse com um grupo associado, o que faria a associação?

ANGF - A ANGF iria investigar quem realizou o seguro e saber o porquê da pessoa em causa não estar segura. Se considerasse que havia matéria de facto, apresentaria uma participação junto da IGAC para que esta entidade atuasse e exercesse a sua autoridade, em conformidade com as obrigações decorrentes do DL 89/2014 e da Portaria 249/2015.

Toureio.pt - Como reage ao facto de o grupo em questão ter oferecido ajuda à família e até hoje nada ter feito?

ANGF - A ANGF não se prenuncia sobre “o diz que disse”, pois não sabemos o que o Grupo fez junto da família do malogrado Forcado. Cada Grupo, Associado ou não, tem a sua estrutura própria (pessoas), e tem que ser essa estrutura a resolver os problemas internos do Grupo. A ANGF não tem que se intrometer nas relações internas dos membros dos Grupos com as famílias destes.

Toureio.pt - Haverá algum gesto de solidariedade ou iniciativa dos forcados ou da associação para com esta família?

ANGF - Independentemente do Grupo em questão ser ou não Associado na ANGF, sem nada nem ninguém nos ter solicitado, a ANGF informou o Grupo que suportaria todas as custas decorrentes das cerimónias fúnebres do Forcado Pedro Primo. Voltamos a repetir, ninguém nos solicitou essa intervenção mas, tivemos a mesma atitude para com o pagamento das despesas em causa (Funeral) como o fizemos com todos os que, infelizmente, faleceram desde 2002 na actividade de Forcado.

Toureio.pt - Que importância tem esta notícia para a imagem da Tauromaquia?

ANGF -  A Tauromaquia é um mundo muito grande, tem muitos aficionados e sabemos que estes respeitam e têm uma admiração enorme pela figura do Forcado Amador. Teremos sim de respeitar a memória daqueles que partiram quando na actividade de Forcado. Essa é a memória que gostaríamos que os Aficionados preservassem.

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