Tomar: Seis Forcados feridos em Tomar. Médica de serviço alerta para as condições “muito precárias” da enfermaria (c/som)

A Praça de Touros de Tomar recebeu esta sexta-feira, 9 de Agosto, uma corrida de touros à portuguesa, em que os Forcados Amadores de Tomar mudaram de cabo e em que vários forcados foram transportados para o Hospital.

Uma corrida em que se lidaram touros de São Martinho. No final do espectáculo, o Toureio.pt falou com a Médica de Serviço neste espetáculo, Dra. Maria Manuela Cunha Norte, que nos começou por confirmar que foram assistidos na enfermaria da praça seis forcados, dizendo que foram transferidos para o hospital “seis. Grave é um pouco alarmante. Tudo o que se transfere há suspeitas de traumáticas”, esclarecendo que foram “4 com traumatismos toráxicos, suspeitas de fraturas de costelas; 1 com uma luxação do ombro direito; e o mais grave para mim, 1 com traumatismo da coluna cervical que foi imobilizado aqui e directamente para o hospital.”

Questionada se foi uma corrida complicada para a equipa médica, a profissional de saúde responde que “para mim sim porque é a primeira, a trabalhar”, acrescentando que foi “uma estreia fantástica. Mas somos médicos e portanto já é uma experiência longa.”

Já sobre as condições da enfermaria a Dra Maria Manuela Cunha Norte, afirma que são “precárias, muito precárias, as condições da enfermaria. Já dei algumas sugestões, é a primeira vez que entro numa enfermaria destas… Já sugeri que tem de haver remodelação, reformulação e equipamento necessário”, deixando claro que “se houvesse um ferimento aqui em que fosse necessário fazer uma pequena sutura não havia possibilidade, tinha de enviar o utente para o hospital. Não tenho material para isso. Há algumas carências, ao nível e higienização, outros materiais como gelo para uma contusão, há falta de material...Precisava de ali uma mãozinha para equipar uma enfermaria de primeiros socorros.”

A Médica de Serviço nesta corrida deixa claro que “o médico está limitado a actuar mediante as condições que tem, mesmo num hospital com condições o doente corre riscos...No caso de uma laceração, por exemplo, fazia-se a sutura, e o doente não ia para o hospital. Umas talas para imobilizar...É essencial algum material.”

 

 

Alter 24 de agosto19
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