“A cabeça dos agentes tauromáquicos precisa de se abrir ao mundo e à cultura!”, diz Presidente da Ass. Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (c/som)

Os agentes culturais portugueses têm mantido nas últimas semanas várias manifestações reivindicando ao governo mais apoios à cultura. Uma polémica que surgiu depois de alguns projetos culturais terem ficado de fora do concurso de apoio às artes, tendo o governo liderado por António Costa cedido com um aumento da verba para este ano de 2018.

Não satisfeitos com a cedência do governo, os agentes culturais exigem um reforço de 25 milhões de euros anuais para novos projetos, voltando agora também a insistir para que o governo baixe o IVA, manifestações onde a maioria dos agentes tauromáquicos não têm marcado presença, algo que tem indignado Luis Capucha, Presidente da TTP – Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal.

Em declarações ao Toureio.pt Luis Capucha afirma que “é  importante dizer que a tauromaquia é uma cultura e é uma cultura em si mesma e não porque outros agentes da cultura se inspiram na tauromaquia para produzir a sua obra artística”, acrescentando que “a tauromaquia é uma maneira de ser, de estar, de viver… uma maneira de compreender o mundo. Uma maneira de sentir. É um sistema de valores, de práticas e rituais, muito rica, que tem a sua lógica própria e comunica com outras culturas.

O Presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal lamenta que “muitas vezes os agentes taurinos não têm noção de ser próprios como parte de uma cultura que é preciso preservar e valorizar e por isso também muitas vezes se colocam à parte das dinâmicas do sector cultural com o qual deveriam cooperar, obviamente. Não é por acaso que a tauromaquia é regulada, nos espectáculos tauromáquicos, pela mesma entidade que regula todos os outros espectáculos culturais, que é a Inspecção Geral das Actividades Culturais”, dizendo ainda que “seria bom… será sempre bom que a tauromaquia participe em contextos mais alargados…

O Dirigente deixa claro que “a abertura de espirito é uma coisa que leva tempo a construir. Vai com a educação, vai com a cultura e vai com a percepção de que neste mundo ninguém está sozinho.

Luis Capucha alerta ainda que “a cabeça dos agentes tauromáquicos precisa de se abrir ao mundo e à cultura!”

 

 

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