Denúncias anti-taurinas obrigam estado “a gastar dinheiro e a preocupar-se com denuncias falsas em vez de se preocuparem com outras coisas bem mais importantes”, diz Luis Capucha (c/som)

A Associação de Tertúlias Tauromáquicas (ATTP) teve no inicio deste mês de Abril uma audiência com a Presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ).

Abordando o tema “crianças e tauromaquia”, a  “ATTP ficou grata à Senhora Presidente da CNPDPCJ pela disponibilidade que teve para a receber e pela atenção com que ouviu os argumentos de jovens aficionados e das centenas de milhares de pais e encarregados de educação representados pela ATTP” refere o comunicado de imprensa que acrescenta “a Associação dos aficionados à Festa de Toiros em Portugal fez-se representar pelo Presidente da Direcção, Luís Capucha, por Marco Gomes, professor no Agrupamento de Escolas de Alter do Chão e aficionado, e por três crianças, a Sofia, a Carla e o Tomás, jovens aficionados que pertencem ao Clube Taurino daquele Agrupamento de Escolas, devidamente autorizados pelos seus encarregados de Educação”.

Nesta audiência “A TTP começou por manifestar o seu incómodo pelo modo como associações anti-taurinas têm tentado instrumentalizar instituições públicas a favor de ações persecutórias contra a Festa de Toiros, que não têm qualquer justificação e apenas visam impor uma rutura geracional impedindo os cidadãos aficionados idóneos de educar os seus filhos da forma que entendem por conveniente, bem como retirar aos jovens a possibilidade de aprender, no tempo certo, as artes do toureio e beneficiar de uma prática que amam” sendo que “na verdade, agentes anti-taurinos militantes têm vindo a denunciar, de forma sistemática, todo e qualquer evento tauromáquico, sob o pretexto de que nele podem intervir crianças, ainda que disso não exista qualquer evidência ou sem que a sua realização ofenda qualquer norma legal. Mesmo quando se trata de meras aulas de toureio ou treinos de forcados, com reses de tamanho adequado à função de aprendizagem, ou quando nem sequer se prevê a presença de animais nesses eventos, mas apenas toureio de salão, ou ainda de meras “festas camperas” organizados por Tertúlias ou Clubes Taurinos, têm aparecido sistematicamente (obra de profissionais da mentira e da manipulação) as falsas denúncias. Visando prejudicar os organizadores e criar a imagem totalmente errónea de que se colocam crianças em risco, a verdade é que acabam por causar incómodo às forças de segurança, às Comissões Concelhias de Proteção de Crianças e Jovens e a outras entidades, que se vêm constantemente mobilizadas para correr atrás de falsos alarmes, por vezes em situações que se tornam ridículas e as expõem a esse ridículo”, refere o comunicado.

Luis Capucha em declarações ao Toureio.pt refere ainda que “fomos lá para manifestar o nosso profundo desagrado com a perseguição que grupos anti-taurinos fortemente organizados têm feito à festa de toiros e particularmente a um ponto que eles têm tentado enfatizar que visa um corte geracional na Tauromaquia e que envolve tudo o que meta crianças na festa”, acrescentando que “os Grupos anti-taurinos fazem denuncias sobre festas em que há toureio de salão e representa que essas associações trazem o estado aprisionado, porque depois obrigam a policia a actuar, a CPCJ, as câmaras…, toda a gente a atuar, portanto o Estado aprisionado, a gastar dinheiro e a preocupar-se com denuncias que na maior parte são falsas em vez de se preocuparem com outras coisas bem mais importantes”.

Revelou ainda que “fomos lá explicar que não há memoria de crianças que tenham sido maltratadas no mundo taurino, há pelo contrário memoria de crianças que sofrem acidentes de transito, crianças que sofrem nas famílias com maus tratos, crianças que são maltratadas por animais” e que “a Presidente da CPCJ revelou ser uma pessoa muito atenta, capaz de ouvir e mostrou-se agrada pelo facto de termos lá ido explicar o nosso ponto de vista, ela não é aficionada mas também não é anti”.

Explicámos que não há nada que justifique uma intervenção selectiva contra as manifestações taurinas, nem por ter havido acidentes com crianças e ainda menos por razões de a ordem do bem-estar, do crescimento psicológico”, confessou-nos, antes de revelar que a “a Prótoiro tem tentado falar com a CPCJ, tem falado com a CPCJ, tem falado com assessores da Presidente, estes que também estão muito atentos a este problema , mas era importante não ficar apenas pelos assessores e ir lá mesmo falar com ela”.

Em termos de resultado da audiência disse que “desta conversa resultou para já uma coisa que nós achamos que é um progresso, é que há um compromisso de em ocasiões próximas em que haja denúncias haver um contraditório, isto é, antes de actuar a CPCJ perguntará aos responsáveis pela festa, para que antes de alocar meios, antes de despender recursos com falsas denuncias, saber o que efectivamente se passa” e que “ficou ainda muito claro, que a posição da Presidente é de que irá sempre cumprir a lei e nós também queremos que ela cumpra a lei, agora o que não pode é que um grupo, um bando de fanáticos trazer toda a gente submetida ás suas denúncias que não têm a mínima razão de ser nem têm nenhum fundamento”.

 

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