Hélder Milheiro, da Prótoiro, acusa ONU de "mitos, mentiras e preconceitos" na última avaliação (c/som)

O Comité dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU), irá neste ano de 2018 realizar uma avaliação a Portugal, de forma a elaborar um relatório sobre o cumprimento da convenção em Portugal.

Um tema importante para a Festa Brava, pois um dos focos de ataque dos movimentos anti-taurinos é a presença de crianças na Tauromaquia, seja a tourear ou apenas a assstir a um espetáculo.

Sobre este assunto, o Toureio.pt foi ouvir Helder Milheiro, da Federação Prótoiro, que explicou que “este é o ano da reavaliação dos direitos da criança, da ONU sobre Portugal, e como sabemos houve a influência do lobby internacional contra a tauromaquia na última avaliação, e por isso estamos, também, a trabalhar neste novo projecto de reavaliação para que seja clarificado aquilo que tem a ver com tauromaquia e infância.”

Helder Milheiro esclarece que “obviamente a tauromaquia é uma actividade pedagógica, extremamente saudável para os menores, e não há nenhuma razão, a não ser o preconceito, para atacar a presença dos menores na tauromaquia. É todo esse conjunto e valores que queremos defender.”

O Dirigente federativo refere que “essa avaliação é feita meramente pelo comité interrogando os interlocutores nacionais. Ao contrário do que muita gente possa pensar não há nenhuma avaliação no terreno. Quem nos dera a nós que isso acontecesse. Porque o que acontece é que isto é uma avaliação bastante teórica, feita pelo comité em Genebra, que interroga os representantes portugueses, um largo comité que vai junto do comité internacional, e é aí que são feitas as perguntas.”, acrescentando que “na prática o que devia ser feito, e que nós defendemos, é que o comité devia vir ao terreno, devia vir conhecer a realidade para perceber que aquilo que aconselhou na última avaliação não passaram de mitos, mentiras e preconceitos. É lamentável, tratando-se de uma organização internacional que tem obrigação de defender as crianças ao invés de fazer um ataque aos seus direitos que foi aquilo que aconteceu.”

Recordamos que a Convenção sobre os Direitos da Criança foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro de 1989, há 25 anos. Os mais de 190 países que a ratificaram - e apenas três não o fizeram, Estados Unidos, Somália e Sudão do Sul - ficam obrigados a apresentação de relatórios quinquenais, que servem para medir o progresso na aplicação dos princípios do acordo. Os relatórios são analisados por um comité de 18 peritos independentes e discutidos com uma comissão do País em causa antes de se emitirem as recomendações.

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